Sunday, April 20, 2008

verde corporativo



em 1951 a Lever house projetada pelo escritório SOM redefinia o significado da arquitetura moderna nos EUA, inaugurando o casamento entre modernismo e capitalismo que duraria décadas e se propagaria pelo mundo todo.

sim, nosso MES já era um projeto adulto e um edifício “trocando-de-dentes” quando a Lever foi construída em NY, mas se ao grupo do Doutor Lucio cabe o pioneirismo dos 5-pontos corbusianos (depois levados por Oscar e pelo próprio Corbusier para o edifício da ONU (1947-52), o SOM foi quem fez da receita pilotis + fachada de vidro + planta livre um bestseller corporativo (o brise-soleil infelizmente foi trocado pelo ar condicionado central mas está voltando com força total em tempos de petróleo a $ 115).

mas essa volta toda eu dei para falar de uma publicidade hoje no NYTimes. A revista de domingo inteira foi sobre a questão “verde”, o que não é mais novidade.

novidade é o Bank of América fazer propaganda do seu novíssimo edifício (projeto de Cook + Fox) no Bryant park, a poucos blocos da Lever do SOM, da ONU de Oscar e Corbu e também da Seagram’s de Mies e Johnson.

e o que tem de mais nesse edifício que por fora se parece com tantos outros arranha-céus novaiorquinos?

coleta de água de chuva (300 mil litros) para uso nos sanitários, ar-condicionado 40% mais eficiente que o normal, e 35% de todo o edifício é de material reciclável.

concordo que da mesma forma que na Lever e na Seagram´s, conceitos arquitetônicos foram apropriados pelo marketing corporativo. Mas não é muito melhor ter reciclagem de água e materiais reciclados como marketing ao invés de fachadas neo-neoclássicas e vidros espelhados que tornam a calçada oposta 5o mais quente?


2 comments:

Ricardo Rossin said...

Muitas coisas evoluem, mas alguns arquitetos e empreendedores não!

Alberto said...

Bom, comm o leed, esse marketing vai pipocar daqui pra frente. Nos corporativos. Nos residenciais, segue a ciranda de capitéis.