Tuesday, December 21, 2010

Public Architecture

no proximo mes de junho o Centro de Desenvolvimento Sustentavel aqui da Escola de Arquitetura de Texas at Austin vai promover um curso intensivo sobre Arquitetura Publica.

aberto a todos, vale a pena conferir,

mais informacoes aqui




next June the Center for Sustainable Development here at UTSOA will offer a intensive course on Public Architecture. Open to all, you can read more here

Wednesday, December 15, 2010

twittcam amanhã 16 dez

amanhã , quinta-feira, as 18:30 estarei falando sobre sustentabilidade no twittcam do ArqBacana, vou colocar o link aqui alguns minutos antes,
até lá,
Fernando

Friday, December 10, 2010

o insustentável Libeskind

texto novo no ArqBacana,
tem mais comentários lá do que todo o ano de 2010 aqui,
cadê vocês todos?

boas festas,

F.

Tuesday, November 16, 2010

exhibition in Austin

Esta semana tivemos uma exposição no Museu de Arte de Austin (AMoA) sobre projetos para comunidades de baixa renda, organizada pelo escritório Runa e pela AIA (American Institute of Architects) de Austin. O trabalho do meu studio "Informal Texas" que estuda um assentamento quasi-informal com 1500 pessoas aqui no Texas foi selecionado para abrigar uma parede inteira da exposição. Paramos o studio por uma semana e ficamos até as 2 da manhã montando a exposição mas valeu a pena. Mais imagens aqui.



This week we had an exhibition at the AMoA (Austin Museum of Art) about design for low income communities, organized by Runa Workshop and AIA Austin. The work of our Informal Texas studio was selected to occupy an entire wall. We stopped the studio for a week and worked until 2am mounting the exhibition but it was very much worth it. More images here.

Sunday, October 31, 2010

o lado podre da convergência

Eu devia estar feliz que hoje o Brasil está elegendo sua primeira mulher presidente, continuando, quem sabe de forma um pouco mais combativa, as políticas públicas que fizeram do governo Lula o melhor desde JK.


Devia estar feliz também porque a se confirmar a vitória de Dilma Rousseff, ela vem acompanhada da derrota da direita mais arcaica, de Joaquim Roriz e Cesar Maia, e principalmente do neo-carola José Serra.


Mas da mesma forma que 1956-61 foram os “anos dourados”, temo que muito em breve teremos saudade do otimismo dos anos-Lula. E digo isto como quem descobre um amargo lá no fundo depois de engolir o que parecia doce. Explicando melhor, há anos digo em minhas andanças que o Brasil e os EUA estão em trajetórias convergentes (idéia confirmada pela The Economist). As desigualdades seguem aumentando aqui no norte com a renda do trabalhador estagnada a décadas (os anos 00 ainda vão ser conhecidos com a década perdida dos EUA), enquanto o Brasil cresce, distribui e aumenta a qualidade de vida da maioria da sua população.


Mas esta mesma teoria da convergência (trocadilho aqui com a famosa teoria da dependência que o príncipe FHC fez questão de renegar) volta agora a se afirmar como uma vingança. O pior dos EUA se revelou este ano de forma viva e agressiva na eleição brasileira. A direita, sem proposta e sem projeto, incapaz agora de sustentar seus velhos argumentos de que o bolo deveria crescer primeiro (Lula entrará para a história como o líder que derrubou esta velha falácia), apela para o que há de mais arcaico na sociedade brasileira: a hipocrisia de uma religiosidade de fachada. Sim porque tirando os 6% de neo-pentescostais e uma parte pequena dos católicos carismáticos que levam as regras da igreja a sério, ninguém dá a mínima para o que dizem Ratzinger ou o bispo de Guarulhos.


Mas bastaram as palavras “aborto” e “casamento gay” serem colocadas para todos os preconceitos de gênero, de classe e de cor virem a tona disfarçados de cristianismo.


O Brasil que se revelou nestas eleições é um país recalcado. A agressividade que lí nas mensagens mal escritas da internet e a intolerância de certos diálogos semi-privados (mas também semi-públicos) das redes sociais apontam para uma polarização digna de republicanos versus democratas. Vale lembrar que nos EUA esta polarização já acontece a tanto tempo que cidades inteiras (Austin onde eu vivo é uma delas) são território de um ou outro grupo. Quem pensa diferente que se mude.


Devíamos estar discutindo propostas. Agora que temos orçamento para melhorar as cidade, qual seriam as ações? Como usar os recursos do pré-sal para desenvolver mais energias renováveis? Todas as crianças estão na escola, como melhorar agora a qualidade e evitar a evasão na pré-adolescência? A partir de que ponto o bolsa-família deve dar lugar a incentivos para geração de renda sustentáveis? Quais as propostas reais para a violência urbana? Como exercer liderança na América Latina sem se tornar o “império do sul”? Como evitar que o Atlético passe sufoco todo ano? (ta bom, eu sei, nem tudo tem solução)


O fato é que o direito da mulher de planejar sua vida reprodutiva é fato consumado, os padres que se virem pra adaptar sua igreja aos novos tempos ou continuar tendo que responder `a pergunta da minha filha quando tinha 5 anos ao ver uma missa na televisão: porque só tem velhinhos ali?


O mesmo vale para o casamento gay. Se a família é mesmo tão importante (e eu defendo que sim), qual o argumento contra estender esta possibilidade pra todos? Afinal de contas, tanto o aborto quanto o casamento são direitos. Quem não gostar que não os exerça.


Em resumo, no meio de tantos avanços dos últimos 8 anos esta eleição representa claramente um retrocesso no discurso. Importar esta conevrsa da direita religiosa norte americana foi a pior herança que o triste José Serra podia ter deixado. Lula saiu maior de cada eleição que perdeu. José Serra sai desta muito menor do que entrou.


Oxalá Dilma ainda guarde mineiridade suficiente para manter os avanços sem botar lenha nesta fogueira moralista, movida a hipocrisia como gosta a igreja desde a inquisição.

Thursday, October 21, 2010

o verde e a fé

texto novo no ARQ!Bacana sobre a explosiva mistura de religiosidade e ambientalismo

Friday, October 15, 2010

blog action day

em apoio a esta ação global em favor das águas, que tal fazer o seguinte: quebrar 1 metro quadrado de cimento e permita que 1600 litros de água sejam devolvidos ao subsolo todo ano.



in support of this global initiative on water consider the following: remove 10 sq ft (1 sqm) of cement or asphalt and allow hundreds of gallons of water to be recharged

Monday, October 11, 2010

mala sem alça

este final de semana estive em Toronto para a LASA (Latin American Studies Association), uma mega conferência com 2000 pessoas. Nossa mesa sobre arquitetura foi um sucesso, com papers de Vanessa Grossman (Princeton), Daniela Sandler (California Santa Cruz), Martino Tattara (Berlage) e Gaia Picarollo (Politecnico di Milano) e comentarios de Luis Carranza (Roger Williams). Que time!!!!

mas na volta, um fato inusitado. A fila no aeroporto estava enorme, cheguei na porta do voo 5 min antes mas minha mala não chegou no avião e por isso não pude embarcar. Nunca ouvi falar disso, claro que fiquei super chateado. Que mala!!!


our session at LASA (Latin American Studies Association) was fantastic. Papers by Vanessa Grossman (Princeton), Daniela Sandler (California Santa Cruz), Martino Tattara (Berlage) e Gaia Picarollo (Politecnico di Milano) and comments by Luis Carranza (Roger Williams). What a team!!!

but on teh way back something weird happened. The long lines at Toronto airport made me arrive at the gate only 5 min before departure time. But my bag didn't arrive as fast and I could not board. Frustration, flying is becoming more and more a hassle....

Monday, October 4, 2010

re-viewing informality

Felipe Hernandez está organizando uma conferência fantástica em fevereiro próximo sobre informalidade na América Latina. Eu terei o prazer de estar lá. Outros palestrantes serão JOrge Fiori, Peter Kellet, Julio Davila, Christien Klaufus

Convido a todos os interessados a submeter um artigo para juntar-se a discussão em Cambridge ano que vem.



Felipe Hernandez is organizing a fantastic conference next Februaty about Latin American informality. I will be there, gladly. Other speakers include Peter Kellet, Jorge Fiori, Julio Davila, Christien Klaufus

I would encourage everybody interested to submit a paper and join us in Cambridge next year.

Monday, September 27, 2010

old ideas die hard

semana passada estive em Rhode Island para uma palestra. Falei sobre as obras recentes em favelas da America Latina, projetos de Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (e equipe), Fernando Maculan e com muito orgulho do nosso projeto do grupo Horizontes para a pedreira Prado Lopes em BH.


mas assim que acabou a minha fala começaram aquelas perguntas velhas, dos anos 70, de que a arquitetura não tem muito a contribuir para um processo em que as pessoas constroem barracos com restos de material durante a noite, etc, etc etc....


e nem é tanta culpa dos colegas estrangeiros. A literatura parou ali mesmo. A idéia de uma favela consolidada, com Geladeira, TV a cabo, celular, videogame e tênis Nike ainda não entrou no imaginário da arquitetura. Muito menos a idéia de um mercado paralelo onde se compra, se vende, se aluga e se investe em habitação dita informal.


e assim se perpetua uma idéia antiga de que a formalidade e a informalidade são diametralmente opostas, enquanto que na verdade existe tanta formalidade na favela quanto informalidade no condomínio de luxo. São diferenças de grau, não de substancia. Enquanto não entendermos isto vamos continuar tendo pouco a contribuir.



last week I lectured in Rhode Island. talking about recent developments in Latin American favelas. I discussed Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (and team), Fernando Maculan, and proudly showed our (Horizontes) project for Prado Lopes, the most violent favela in Belo Horizonte.


but as soon as my talk ended the questions came as if from the 1970s. What should architecture contribute to a perverse poverty in which people build a shack from scavenged materials in the middle of the night, etc, etc, etc.


and I don’t blame my colleagues, the literature did stop there. The idea of a favela as a consolidated community with fridges, tvs, cell phones, videogames and Nike shoes has not yet penetrated the architectural imaginary. Much less the idea of a parallel market where one buys, sells, rents and invests in informal housing. This outdated perception reinforces the misleading idea that the formal and the informal parts of the city are diametrically opposed.


in reality, one can find many formalities in the favelas and find many informalities in gated communities. It is a matter of degree, not substance. We can’t really articulate a contribution unless we understand that.

Monday, September 20, 2010

sustentabilidade é passado?

esta semana dou início a um desafio interessante, ser editor de sustentabilidade do portal Arqbacana. Cheguei a este assunto pela porta das enchentes e estou cada vez mais convencido da necessidade urgente de mudança de paradigma. Tanto que provoco que a sustentabilidade é coisa do passado. Leia mais aqui

Monday, September 13, 2010

passeio é pra pedestre

genial a iniciativa do Carlos Alberto Cândido de documentar todas as agressões e omissões tão frequentes no espaço público.

vale ver e contribuir aqui.

Monday, September 6, 2010

brasilianização de brasilia

fechando a série de palestras sobre os 50 anos de Brasilia que organizei aqui na Universidade do Texas (com Fred Holanda, James Holston, Ana Tostões e agora em setembro Fares El Dahdah), aqui vai o meu texto discutindo os últimos 50 anos da capital e sua importância para a nação.



closing the lecture series about the 50 years of Brasilia that I organized here at UT Austin, ( with Fred Holanda, James Holston, Ana Tostões now in September Fares El Dahdah)here's a text I wrote about the last 50 years of the capital and why it is so important for the nation

Tuesday, August 31, 2010

vale o que está escrito

enquanto a vida não entra nos eixos (o semestre começando aqui em Austin deixa tudo meio atrapalhado) eu deixo vocês com o texto da Ana Paula sobre minha palestra na UFRJ no inicio de agosto.

os elogios são todos exageros dela, as incongruências são culpa minha.

Sunday, August 22, 2010

is it still true?

acabei de chegar de volta a Austin e a rotina da universidade e encontro este interessante texto de um aluno interessado no design brasileiro com uma referência ao livro do Richard Williams e as minhas palavras citadas no final.

será que o Brasil ainda é caótico, exótico e erótico? Acho que cada vez menos


just got back in Austin and found this text by a MFA student (where?) referencing Richard Williams's book and my words. Is Brazil still chaotic, erotic and exotic? I think it is less and less each day.

Saturday, August 14, 2010

obrigado / thanks




aos amigos do Rio, Recife e João Pessoa o meu agradecimento pela recepção, pelas conversas e por todas as idéias que agora trago pra pensar. Volto pra Austin esta semana e enquanto textos maiores não aparecem aqui no parede convido a todos para ir acompanhando atualizações mais frequentes no facebook aqui.



até volta,
obrigado,

Fernando

Monday, August 2, 2010

disseminando a disseminação

esta semana inicio uma maratona de palestras e aproveito para convidar a todos os leitores do parede


dia 4, quarta-feira, 14hs, na PUC-Minas (programa de pós graduação em tratamento da informação especial


dia 6, sexta feira, 11hs, no PROARQ UFRJ (edifício da reitoria sala 445)


dia 9, segunda feira no final da manhã na UFPE – Recife


e no dia 10, terça-feira, na UFPB – João Pessoa, horário ainda a definir


até breve.

Tuesday, July 13, 2010

o porque das enchentes

este texto meu foi publicado no jornal Estado de Minas em 26/1/2010 e desde então circula tanto pela internet (já achei 5 versões) que resolvi então publicar aqui eu mesmo, o autor.

O porquê das enchentes

Todo verão, a mesma coisa: chuva, inundações, desmoronamentos, desabrigados, mortes. Neste, que já entra no segundo mês, já foram mais de uma centena de mortos e milhares de desabrigados. Bilhões de reais, dinheiro público e privado, serão necessários para corrigir os danos materiais. Os números assustam, mas, na área chuvosa, que vai do Sul do México ao Norte da Argentina, temos o equivalente a um furacão Katrina todos os anos. Mais de mil mortos e mais de 100 mil desabrigados, todo ano. O fato é que por 500 anos lutamos contra a estação chuvosa na América Latina.

A causa? Importamos um padrão de urbanização dos nossos colonizadores ibéricos que é inviável no Brasil, onde a chuva anual varia de 1.000mm a 1.600mm. Em áreas populosas e urbanizadas, como o Sudeste brasileiro (80 milhões de habitantes), a chuva se concentra no verão, período em que chega a cair 300mm por mês e não é incomum 100mm em um único dia. Na região de Angra dos Reis, litoral fluminense, choveu mais de 400mm nos dois últimos dias de dezembro e no primeiro dia de janeiro. No entanto, nosso modelo de construção vem de lugares onde chove muito menos, e de forma regular: 400mm por ano em Madri; 500mm por ano em Lisboa. Aqueles terraços pavimentados de Sevilha ou de Lisboa são lindos e adequados para 50mm por mês, nunca para um lugar onde chove esta cota por hora.

As conversas sobre o tema sempre passam por aquilo que alguém deveria fazer. E esse alguém é sempre definido como o outro: o poder público, as autoridades, os da rua de cima. A expansão urbana desenfreada, a produção agrícola em larga escala: é importante perceber que a questão das enchentes urbanas passa tanto pelo poder público, pelas diretrizes de urbanização e gestão das águas, quanto por cada um de nós, em nossos pedacinhos de terra na cidade.

O manejo da água da chuva é público, mas a absorção residencial é um problema doméstico, privado. Com todos os quintais impermeabilizados, a municipalidade passa a controlar 100% do volume de água, mas só dispõe de 25% da área da cidade para tanto. Cada vez que chove 100mm (e isso tem ocorrido frequentemente), um quarteirão médio (100m x 100m, ou 1 hectare) recebe 100 mil litros de água. Se fôssemos segurar todo esse volume num piscinão, seria necessário um lote de 12mx30m, com profundidade de três metros – isso para cada quarteirão.

Para resolvermos parte do problema das enchentes urbanas, temos que entender que a questão da permeabilidade do solo é problema de todos; que precisamos promover uma mudança cultural: 1) na forma como o poder público trata o problema; 2) na forma como as pessoas se sentem envolvidas nele.

Em São Paulo, um volume gigantesco de água corre rapidamente para os vales dos rios Tietê e Pinheiros cada vez que chove forte. Em Belo Horizonte, os fundos de vale são inundados várias vezes ao ano, como ocorreu com a Avenida Tereza Cristina na noite do réveillon de 2008. Em Uberlândia, no Triângulo, a Avenida Rondon Pacheco vira um rio toda vez que chove mais de 50mm. Se parte dessa água tivesse sido absorvida ou pelo menos retardada por canteiros e áreas com pavimento permeável, a enchente poderia ter sido evitada. Cada metro quadrado de solo permeável devolve 1,6 mil litros por ano ao subsolo. Se cada lote urbano tivesse 10 metros quadrados de canteiros rebaixados, 80% da água da chuva anual seria retida e encharcaria devagar na terra, recarregando os lençóis freáticos e ajudando a manter a cidade mais fresca no dia seguinte, com o processo de evaporação.

Em junho de 2009, a Universidade de Michigan (EUA), em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e a PUC Minas, realizou um estudo para analisar a permeabilidade do solo no vale da Vila Acaba Mundo, constituída na bacia do córrego homônimo na capital mineira. Os cálculos feitos revelam conclusões assustadoras. À medida que a população de baixa renda vai melhorando de vida, as áreas intersticiais vão sendo pavimentadas, como o é na cidade formal. Isso ocorrendo, o volume de água que chega ao córrego será o dobro do atual e ela vai descer na metade do tempo, exatamente como ocorre em todas as avenidas localizadas em fundos de vale. Se não mudarmos essa lógica, a tragédia do réveillon em Angra dos Reis vai ser considerada pequena no futuro.

Tuesday, July 6, 2010

fulbright prof. visitante no Texas

BOLSA FULBRIGHT EM CIÊNCIAS E POLÍTICAS AMBIENTAIS NA UNIVERSIDADE DO TEXAS, AUSTIN

A Comissão Fulbright (Fulbright) e a Universidade do Texas-Austin (UT-Austin) convidam professores e pesquisadores das áreas de ciências/políticas ambientais para apresentar proposta para bolsa de professor/pesquisador visitante na UT-Austin.


1 REQUISITOS PARA A CANDIDATURA
O candidato deverá comprovar:
· Ter concluído seu doutorado antes de 2006;
· Possuir nacionalidade brasileira e não possuir nacionalidade norte-americana;
· Ter 10 anos de experiência profissional qualificada na área de ciências/políticas com produção intelectual compatível;
· Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho nas atividades previstas; e
· Não receber bolsa ou benefício financeiro de outras agências ou entidades brasileiras para o mesmo objetivo.

O bolsista deverá apresentar uma proposta para ministrar um curso de 3h/semanais, para graduação avançada ou pos-graduação, em uma das seguintes áreas: sustentabilidade ambiental, relacionada aos direitos territoriais, mapeamento participativo, tecnologias GIS (Geographic Information System), uso da terra e dos recursos naturais, e mudança climática.

O compromiso formal do profesor visitante será realizar o curso, e o tempo restante poderá ser utilizado para desenvolver pesquisas em temas de sua área.

2 BENEFÍCIOS DA BOLSA
O programa prevê a concessão de uma bolsa, com as seguintes características:
· Manutenção mensal: US$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos dólares norte-americanos) por quatro meses, no valor total de: US$ 26.000,00 (vinte e seis mil dólares norte-americanos);
· Passagem aérea de ida e volta em classe econômica promocional;
· Seguro saúde;
· Auxílio moradia no valor de US$8.000,00 (oito mil dólares norte-americanos); e,
· Acesso às instalações e serviços da UT, tais como: escritório, internet, bibliotecas e demais meios necessários à efetiva consecução das atividades de ensino e /ou pesquisas previstas pelo bolsista.

A bolsa será concedia no período correspondente ao Spring term 2011 (janeiro a maio), de acordo com calendário da UT-Austin.

3 DOCUMENTOS PARA CANDIDATURA
O candidato deve submeter sua candidatura exclusivamente via internet, constando os seguintes documentos:
· Formulário de inscrição online, integralmente preenchido em inglês, disponível no https://apply.embark.com/student/fulbright/scholars/
· Plano de atividades e Syllabus do curso proposto;
· Três (3) cartas de recomendação em inglês, segundo instruções constantes do formulário de inscrição online; e
· Currículo resumido em inglês.

4 AVALIAÇÃO
A Fulbright e UT avaliarão as candidaturas e procederão à seleção do bolsista. Esse processo incluirá a avaliação do perfil acadêmico e profissional do candidato, o plano de atividades proposto e, eventualmente, uma entrevista em inglês. Será dada preferência aos candidatos com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos EUA.

5 CALENDÁRIO
· 31 de agosto de 2010: Data limite para submissão da candidatura via internet
· Até 30 de setembro de 2010: Divulgação do resultado
· Janeiro de 2011: Início das atividades na UT-Austin

6 COMUNICAÇÃO

Mais informações sobre o Programa Fulbright poderão ser obtidas:
Comissão Fulbright
SHIS – QI 9, Conjunto 17, lote L
71625-170 – Brasília, DF
Fone: (61) 3248-8603 / Fax: (61) 3248-8611
UTAustin@fulbright.org.br
www.fulbright.org.br

Thursday, July 1, 2010

sobre a gravidade




aos meus 38 leitores de Brasilia, nesta quinta-feira estarei falando sobre arquitetura latino-americana na UnB, as 16hs, com direito a cerveja no beirute depois.


saiam da virtualidade e apareçam

Monday, June 28, 2010

futebol é aqui!


no momento em que escrevo estas linhas a Europa que começou a copa com 13 seleções tem apenas 4 na disputa, sendo que amanhã uma delas sai (Espanha ou Portugal). Apenas 23% de aproveitamento pro velho mundo.

ao mesmo tempo, o Mercosul que começou a copa com 5 seleções tem 4 na briga, isso porque Brasil e Chile se enfrentaram. Aproveitamento de 80%. E não para por aqui: Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina se classificaram em primeiro em seus grupos,


então aqui vai o meu palpite pra semifinal dos sonhos: Brasil vs Uruguai (como em 70) e Argentina vs Paraguai (mas se a Alemanhã entrar eu aceito).

futebol de verdade é aqui no sul da américa!


ps: atualização dia 29/6: o New York Times concorda comigo em gênero, número e grau.



as I write those lines only 4 out of 12 European teams are still playing, and one will be cut tomorrow (Portugal or Spain). Meanwhile 4 out of 5 Mercosur teams are still in the game, and that's because Chile had to face Brazil today. A performance of 80% for the south americans vs only 23% for the Europeans. Not only that, Argentina, Brazil, Paraguay and Uruguay were the first in their groups

my expectation is for a south-american-only semi-finals; Brazil vs Uruguay; Argentina vs Paraguay. But I can also accept Germany in this group...




football for real is here in the southern edge of the Americas

ps on 6/29, the New York Times seconds my opinion

Monday, June 21, 2010

Monday, June 14, 2010

aniversários bisextos



a cada quatro anos meu aniversário cai no meio da copa do mundo. Quem mandou nascer em dia de jogo, poucas horas depois de Tostão ter marcado dois gols contra o Peru em Guadalajara.

da copa seguinte, aos 4 anos de idade, não me lembro. Também ajuda que quase ninguém fala daquela seleção. Aos 8, o jogo se repetiu: Brasil e Peru se enfrentaram exatamente no mesmo dia, me lembro perfeitamente de escutar os gols Dirceu e Zico que gravei em K7. Aos 12 anos, de novo o Brasil joga no meu aniversário. E não só joga, estréia vencendo a União Soviética com golaço de Éder. Aos 16 não teve jogo no dia, mas a derrota pra França estragou a semana. Aos 20, no auge da rebeldia universitária torci pra Holanda porque não aceitava que o Brasil que elegera Collor de Mello no ano anterior merecesse ganhar alguma coisa. Aos 24 pulei como um louco quando Baggio chutou o pênalti pra fora, embalado por ter acabado de conhecer a Lê. Aos 28 demorei a acreditar naquilo: Ronaldo teve convulsão e a França ganhou? Como assim, que hora acaba esse pesadelo? Aos 32 parecia que íamos ganhar sempre, mas a chegada da Helena era mais importante. Aos 36 não teve graça, aquela cena do R.Carlos amarrando a chuteira resumiu o time.


agora são 40 e amanhã começa tudo de novo.... a maturidade me fazendo apreciar ainda mais o futebol.


sorry friends, this post does not make sense in any other language

Thursday, June 10, 2010

pintando a favela / favela painting

isto é suficiente ou o melhor que podemos fazer?

is it enough or the best we can do?

esto es suficiente o lo mejor que podemos hacer?

Tuesday, May 25, 2010

detroit workshop

a semana passada foi intensa com o workshop em Detroit, discussoes sobre pesquisa e depois as cerimonias de formatura. Deixo voces com um link para o trabalho feito em Detroit, o prazer dos alunos em construir algo com as proprias maos gerando potencial para interferir diretamente no espaco da cidade. Ver mais aqui.

last week was intense with the Detroit Workshop, research seminars and graduation ceremonies. I will show you a bit of our work in Detroit, the pleasure of building something with your own hands and the potential to go transform the city. More here

Monday, May 17, 2010

café com leite

revista preferida dos modernos, a Wallpaper sai agora em junho com um número dedicado ao Brasil, "um país extraordinário em um momento extraordinário". Enquanto não chega a revista impressa (pra mim sempre mais impressionante), o parede celebra hoje a edição digital, em especial a casa JE de Humberto Hermeto, o projeto mais paulista deste companheiro mineiro (ver intro) e a casa em Ubatuba de Angelo Bucci, o projeto mais mineiro deste fantático paulista.




the favorite magazine of the modern crowd, Wallpaper comes out in June with a special issue on Brazil, "an extraordinary country on an extraordinary moment". While I wait for the printed version (always more impressive to me) this blog celebrates the digital pages, specially the House JE by Humberto Hermeto, a most "paulist"a of all his designs, and Casa em Ubatuba by Angelo Bucci, a very "mineiro" design by this fantastic paulista.

Monday, May 10, 2010

colombia colombia !!

por todo lado só se fala em Antanas Mockus e a possibilidade dele chegar a presidência da Colombia. O que me faz mais feliz além de derrotar o direitismo de Uribe e cia é que a carreira de Mockus foi feita em cima de praças, transporte e arquitetura. Mockus e Peñalosa em Bogotá e Fajardo em Medellin são três prefeitos que entenderam que cidade se faz com investiemento em espaços públicos. Ajuda muito o fato de que na Colômbia todo grande projeto público deve ser objeto de concurso (alô IAB, esta luta é muito mais importante que sair do CREA). O resultado é uma quantidade enorme de obras de boa qualidade, queda na violência e uma cidade muito muito mais feliz com sí mesma. Isso tem sido divulgado por todo lado e o crescimento de Mockus numa eleição presidencial que parecia ganha pela direita só faz reafirmar esse compromisso com o espaço público.




we start to hear about Antanas Mockus from every side now. He much probablywill be Colombia next president, which makes me much happy not only for pushing the right-wing Uribe out but because his career was built with public squares, public transportation, public architecture. It is worth remembering that his succesful campaign started with the three mayors: himself, Peñalosa and Fajardo (from Medellin). It helps that in Colombia every large public project is subject to architectural competition. The rise of Mockus forces Colombia to change the subject, away from violence and drug wars; towards a commitment with public space.

Monday, May 3, 2010

nos menores frascos / in small packages

dizem que os melhores perfumes vêm nos menores frascos mas esta máxima andava meio esquecida em tempos de consumismo superlativo.


até que o incansável Abílio Guerra me vem com uma coleção genial de livrinhos. Pequenos por fora, enormes por dentro! Já devorei o livro do Ângelo Bucci a quem tenho a honra de ter por aqui a cada 2 semanas, e estou agora avançando nos textos fundamentais da história da arquitetura brasileira. Em dois pequenos frascos Abílio juntou 28 textos que antes estavam dispersos e nem sempre acessíveis, publicados em anais de congressos ou revistas de circulação reduzida.


ao Abílio meus agradecimentos e parabéns pela iniciativa,


aos leitores minha sugestão: corram a ler os pequenos grandes livros da série RG Bolso. Vale checar tambem o novo Vitruvius.



they say the best perfume come in small containers but such has not been the case in times of exaggerated consumerism. Then comes Abilio Guerra publishing a fantastic series of pocket books: small on the outside enormous on the inside. I have already read Angelo Bucci’s one and am now advancing towards the fundamental texts of Brazilian Modern Architecture. In two small volumes Abilio brought together 28 texts that were before scattered into conference proceedings or journals of restricted circulation.


to Abilio my thanks and congrats,


to the readers my suggestion: go get and read the small big books of RG Bolso series.

Monday, April 26, 2010

semana sangue-bom

acabei de voltar de uma semana intensa na qual viajei tanto e com tanta pressa que fiquei me sentindo um artista em turnê. Quarta-Feira em NY na Columbia University, apresentação de jovens arquitetos brasileiros, com Bruno Campos da BCMF, Celio Diniz da DDG e Eduardo Ferroni dos Cooperantes. Fantástica a energia da novíssima geração brasileira e boa a iniciativa de Columbia (Frampton estava na primeira fila e adorou ver os projetos nas favelas que fazem parte do portfolio de todos). Depois na quinta-feira visita a high line, genial parque elevado no west side, e final review do Studio Sangue-Bom de Keith Maseman e Raul Smith. No juri do estúdio estavam ainda Pedro Rivera, Washington Fajardo e Fernanda Lemos. O Rio brilhando em NY. Dai madruguei na sexta-feira para voar a Chicago e coordenar uma mesa sobre arquitetura latino americana que teve Paulo Venâncio (UFRJ), Hugo Mongragon (Catolica de Chile), Inez Zalduendo (Harvard) e Luis Castaneda (NYU), além do co-chair Luis Carranza (RWU). Assim que voltar a respirar conto aqui no parede algumas das estórias.



just got back from a intense week in which I felt like a touring artist. Wednesday in NY to watch Young Practices with BCMF, DDG and Cooperantes. Great energy from the newest Brazilian generation and great initiative from Columbia’s GSAPP. Frampton was in the first row and loved the favela projects that were showed by the three groups. Thursday visit to high-line and review of Studio Sangue-Bom by Keith Kaseman and Raul Smith. With me in the juri were Pedro Rivera, Washington Fajardo and Fernanda Lemos, Rio’s best in NY. Friday very early morning flight to Chicago to chair a session at SAH with Paulo Venâncio (UFRJ), Hugo Mongragon (Catolica de Chile), Inez Zalduendo (Harvard) e Luis Castaneda (NYU), besides my co-chair Luis Carranza (RWU). As soon as I can breathe again I will write some of the stories here.

Monday, April 19, 2010

recall of bad architecture

essa é a idéia interessante de Jay Walljasper que pode ser lida aqui. Se um carro com defeito tem de ser consertado pela fábrica por colocar o passageiro em risco, porque erros de urbanismo ou arquitetura não podem ter o mesmo destino? Paredes cegas rente as ruas, elevados que causam enormes danos às comunidades ou mesmo a carta de atenas devem ser “recalled”. Começou como uma brincadeira de primeiro de abril mas torço para virar coisa séria, tá na hora da arquitetura e do urbanismo calcularem em seus custos os riscos para a saúde e o bem-estar alheios.



this is the great idea explained here by Jay Walljasper. If a car with a bad accelerator pedal needs to be brought back and fixed for potential risk, why not do the same with urbanism or architectural defects? Blind walls, wrong transportation schemes, even the Athens' Charter itself need to be recalled. It all started as a joke for April’s Fools day but why couldn’t it be serious? It is about time that architecture and urbanism factor in its costs the potential damage to everybody else in the city.

Wednesday, April 14, 2010

katrina todo ano / katrina every year

quase 100 mortes em São Paulo, mais de 200 no Rio. Enchentes urbanas estão se tornando cada vez mais frequentes devido a crescente impermeabilização combinada com chuvas mais fortes, resultado do aquecimento global.

no curto prazo existem várias soluções, todas parciais: mais piscinões, melhor avaliação de risco, limpeza de córregos etc....
mas a realidade é que o poder público só controla 25% da área das cidades, e é impossível cuidar de todo o volume de chuva em apenas um quarto da área.

a solução definitiva passa por uma forma mais avançada de lidar com a água. Aumentando drasticamente a permeabilidade (mesmo em altas densidades) ao mesmo tempo usar a água como parte do cenário. Projetar com as chuvas e não contra elas.

não tenho a menor ilusão de que isso será feito na nossa geração. Mas começar é preciso. Então para os leitores desse blog fica o desafio: pensem na chuva, desenhem com a chuva, falem da chuva. Alunos de arquitetura em Belo Horizonte, João Pessoa, Belem e até em Quito tem levado essas idéias na forma de um workshop para escolas do ensino fundamental.

veja aqui (em inglês) a conversa completa e deêm uma olhada no Studio Toró se quiserem colaborar.





300 people dead in São Paulo and Rio. Urban flooding being more frequent due to increasing permeability and stronger storms fueled by global warming. Short term solutions are many: more water retention basins, better assessment of mudslide risks, cleaning waterways. But given that the public sector only controls 25% of the city surface (75% being private), the responsibility lies with everybody. I have no illusions that this can be solved in our generation but we have to start somewhere. Studio Toró is a design-based NGO that deals precisely with it. Students going to elementary schools to talk about rain. If you are interested in contributing take a look at this recent talk or visit the website

Monday, April 5, 2010

lati2des, latitudes



dois dias de intensas conversas arquitetônicas advindas de todas as latitudes das Américas

two days of intense architectural conversations from all American latitudes


Tatiana Bilbao, Mexico City, Mexico
Javier Corvalan Espinola, Laboratorio de Arquitectura, Asuncion, Paraguay
Sebastian Irarrazaval, Sebastian Irarrazaval Arquitecto, Santiago, Chile
Vince James, Vincent James Associates Architects, Minneapolis, Minnesota
Jose Maria Saez Vaquero, Quito, Ecuador
Giancarlo Mazzanti Sierra, Giancarlo Mazzanti Arquitectos, Bogota, Colombia
Maryann Thompson, Maryann Thompson Architects, Cambridge, Massachusetts


plus Angelo Bucci, Carlos Jimenes and all UTSOA faculty in attendance



eu gastaria meses para cobrir tudo que foi debatido no restrito espaço deste blog, então deixo vocês com o melhor da festa: Saez Vaquero não apenas mostrou suas obras fantásticas, deu uma aula magistral sobre a gravidade e sua resposta arquitetônica: a estrutura. Meus aplausos hoje vão para ele em Quito.


I would need many months to cover everything we talked about in this restricted blog space, but let me introduce you to what I think was the very best: SaezVaquero not only showed his amazing works, he delivered a lecture about gravity and its architectural response: structure. Hats off to him today, go check it out.

Monday, March 29, 2010

tem que morrer pra germinar

na semana passada tive a honra e o prazer de participar de uma mesa redonda com Gilberto Gil aqui na Universidade do Texas. Entre várias questões de âmbito político, cultural ou artístico, eu fiz minha perguntinha sobre patrimônio histórico (afinal de contas o IPHAN é parte do MinC).


eu: Gil, sou fã do governo Lula principalmente no que diz respeito à popularização, ênfase perceptível e louvável em várias instâncias incluindo seu ministério da cultura (2003-2008). Mas como arquiteto eu várias vezes esbarro no conservadorismo e no elitismo do IPHAN. Como fazer para que o IPHAN seja um pouco menos dominado pelo mito do Dr. Lucio e se aproxime um pouco da visão de Lina Bo Bardi por exemplo.


Gil abriu aqueles olhões e se empolgou (até então a mesa redonda vinha calminha). A conversa era em inglês e abaixo segue a transcrição literal.


_ é uma batalha, uma batalha épica. Se tem uma coisa que eu vejo que não fui capaz de fazer foi enfrentar de verdade os órgãos de patrimônio. Eles são ossificados, são uma casta, uma corporação. Quero dizer, são tão reacionários! Talvez se caísse uma bomba! Oh Deus, destrua para que a gente possa começar do zero. Eles são tão auto-centrados que é impossível. Nós tentamos estabelecer um diálogo mas acho que avançamos muito pouco.


Obrigado Gil, disse tudo!




last week I had the pleasure and the honor to participate in a round-table discussion with Gilberto Gil. Among all sorts of questions about cultural policies, government and his outstanding art, I had my small question. It was about preservation policy because as Brazilian Minister of Culture (2003-2008) the IPHAN (national office of conservation) was under his leadership.


me: Gil, I a big fan of the popularization goals of the Lula government and I think you did it quite successfully at the Ministry of Culture. But as an architect I often find the IPHAN to be extremely conservative. How could we turn the IPHAN closer to Lina Bo Bardi (her emphasis on the vernacular) and less the elitism of Lucio Costa.


Gil fired up, his response, literally transcribed:


Gil: A battle… an epic battle…. If there is one thing that I can see that I was not able to really face, is the heritage institutions in Brazil. Which are so ossified. They are “casta”. They are a corporation. I mean, they are so reactionary! Maybe if a bomb falls there! Oh God, destroy them so we can have an empty ground in order to rebuild things. They are so self-centered… It’s impossible. We tried open dialogues but we succeeded very very little….


Thank you Gil, you said it all.