Thursday, February 7, 2008

werner sobek



o nosso programa de doutorado aqui em michigan está promovendo este semester um simpósio com três renomados professors das areas de tecnologia, projeto e teoria, nesta ordem: Werner Sobek, Jonathan Hill e Reinhold Martin.

sobek abriu a série na segunda passada, e não poderia ter sido melhor. Arquiteto-engenheiro da tradição alemã, Sobek é discípulo de Frei Otto e hoje coordena o instituto fundado por Otto em Stuttgart.

parceiro de Norman Foster e Helmut Jahn, Sobek tem também um escritório próprio de consultoria em estrutura e materiais, com filiais em New York, Moscow, Cairo e Khartoun (eu confesso que não sabia direito onde na África ficava esta cidade, mas é a capital do Sudão.

mas a principal lição de Sobek, além da memorável prática internacional, é a busca constante do casamento perfeito entre a estética e a técnica. O que fica visível na sua casa por exemplo, a primeira construção 100% carbon-free na alemanha, uma caixa de vidro aquecida e/ou resfriada por um sistema a base de água que circula no subsolo, aquecendo no inverno a 12 graus e resfriando no verão a 25 graus sem nenhuma intervenção mecânica. Se alguem lembrar acertadamente que 12 graus não é nem um pouco confortável para sair do banho por exemplo, a casa tem também um sistema de placas foto-voltaicas que geram energia suficiente não só para aquecer a água como também para aquecer o banheiro e o closet. A cama se aquece com cobertores e na sala usa-se um suéter. Segundo Sobek, este deveria ser o paradigma da conservação de energia: metade tecnologia já existente, metade mudança de hábitos.

ah, mas faltou falar de algo também muito importante: a casa é linda, os detalhes são impressionantes, a beleza alida à performance, como nos melhores carros alemães – BMW e Porshe, não coincidentemente projetados e testados em Stuttgart.

4 comments:

Ricardo Rossin said...

Na cama use um cobertor, na sala use um sueter! Palavras simples que a essa altura se tornam mágicas!

Max Amaral said...

12 graus é um pouquinho demais... Na minha casa, eu negocio em 18 e não falamos mais nisso... rs...

Fernando L Lara said...

Max, pra voce conseguir 18 graus em Brasilia bastaria abrir a janela certo? Mas ja imaginou o quanto se gasta de eletricidade em Brasilia para resfriar todos os predios de escritorio a 18 graus, para que os engravatados possam se sentir confortaveis no sol escaldante do planalto?
Concordo com o Ricardo, mudar um pouquinho a espectativa é a chave, mas qual seria a saida similar nos tropicos? Abolir a gravata? Ternos micro-perfurados? Ou todo mundo de bermuda?

Fernando L Lara said...

oops, expectativa e nao espectativa.