Tuesday, November 4, 2008

Obama




hoje fomos dormir felizes da vida. O reinado do medo e da ignorância explorado pelos conservadores aqui nos Estados Unidos acabou. Se fini. It is over. Vale aqui o slogan de Lula em 2002: a esperança venceu o medo!

e não só isso, o país acaba de eleger um negro ,com nome árabe, nascido no Hawaii, que morou na Indonésia quando criança. A carga simbólica disso é gigantesca, um passo significativo na direção de uma desejável igualdade independente de sexo, cor da pele, religião ou etnia.

aqui em Ann Arbor, o clima é de festa. Os posters de jardim como os da foto acima são tantos que OBAMA foi a primeira palavra que minha filha de 5 anos leu sozinha na rua.

Obama trás uma carga de otimismo e esperança que tem sim um enorme poder de transformação. Só a mensagem de diálogo e diplomacia já seria suficiente para colocar os EUA alinhados com o resto do mundo depois que Bush usou 9/11 para seqüestrar o discurso político.

e assim como Lula em 2002, Obama deve desapontar muita gente porque governar é muito mais difícil do que fazer campanha, mas minha expectativa é de que assim como Lula, Obama deixe um país melhor depois dos oito anos que deve governar.

de qualquer forma, eu deixo de dizer que gosto de 49% dos EUA e passo a dizer que gosto de mais ou menos 52%. A diferença de 3 ou 4% é enorme.

bom dia 5 de novembro pra todo mundo.

3 comments:

Max said...

amén!

Marco Antonio Borges Netto - Marcão - revistacrise@email.com said...

Concordo. A grande e considerável diferença é que nos EUA a corrupção não é endêmica como aqui e a esquerda não é tão obtusa como na América do Sul.

E acho que é difícil dizer até que ponto o Brasil melhorou em comparação aos governos pós Real. Aliás, todos eles rezaram na mesma cartilha.

Acho que, pós Real, no máximo ficou no mesmo.

Edgar Pereira said...

Concordo com vc, Marco.

Apenas como um exemplo de que o Brasil continua no mesmo ritmo, comparando os governos FHC e Lula, podemos ver o desempenho do IDH brasileiro em relação ao resto do mundo. Entre 1998 e 2002 (último mandato de FHC) o Brasil subiu duas posições no ranking, de 74º para 72º - Cuba subiu de 56º para 52º no mesmo período. Entre 2002 e 2005, já no governo Lula, o IDH fez o Brasil saltar novamente duas posições: de 72º para 70º - o Chile subiu três posições, de 43º para 40º. Claro que pela primeira vez o Brasil ficou entre os países de Desenvolvimento Humano Elevado, mas é o último entre esses países - e vários países melhoraram seus IDHs e entraram para essa classificação.

O governo Lula, com todo o dinheiro que gasta com "preocupações sociais" - na verdade, assistencialismo populista com intenções eleitoreiras - deveria conseguir um desempenho melhor em desenvolvimento humano. Claro que, pelo menos, não somos a República Bolivariana de Chavez - a Venezuela, entre 1998 e 2005, despencou de 65º para 74º no ranking de IDH.