Sunday, June 8, 2008

para onde vai a arquitetura?


a revista do New York Times deste domingo é inteiramente dedicada a arquitetura.

vale a pena ler a entrevista com Enrique Penãlosa, ex-prefeito de Bogotá, um daqueles raros que entende o poder transformador das intervenções físicas na cidade sem se transformar em JKs tardios,


tem ainda uma entrevista bobinha com Bernard Tschumi, um artigo sobre Wini Mass e seu escritório MVRDV, um outro sobre o trabalho de reciclagem especial do grupo LOT-EK e um texto do Ourousoff em que ele tenta salvar uma certa importância de New York diante de tantas outras cidades globais emergentes neste início de século XXI (afinal de contas, ele trabalha para o New York Times)

mas o que me chamou a atenção foi o artigo sobre os “jardineiros guerrilheiros” de Londres e suas bombas de sementes, uma idéia genial pelo que tem de urgente (melhoria do ambiente urbano) e pelo uso das técnicas subversivas dos anos 70 que andam fazendo uma falta danada.

10 comments:

Alberto said...

Tudo muito legal, vou ler com calma. Mas antes, gostaria de dizer uma coisa. Cinco a um. Só isso, obrigado.

Fernando L Lara said...

é Alberto, sábado foi um vexame....

Mário do Val said...

Muito bom o review! Até agora só deu tempo de ler o prefeito do Bogotá. Me lembro ano passado quando recebemos um arquiteto colombiano no Mackenzie, ele citou na palestra o fato de que Bogotá só tinha melhorado muito sua qualidade urbana porque tinha tido bons prefeitos nos últimos 10/12 anos.

Eu sempre falo e nem todo mundo concorda: as eleições municipais são, de certa forma, mais decisivas na nossa vida do que as presidenciais/governador. As decisões tomadas na "esfera" municipal são sempre as que surtem efeito mais imediato no nosso dia-dia.

Conforme eu for lendo os outros pedaços, vou comentando... Mas sua dica, como sempre, é muito boa!

Ah, deu pra ver as fotos do MVRDV, que estão bem melhores do que as do site deles.

joão amaro correia said...

"texto do Ourousoff em que ele tenta salvar uma certa importância de New York diante de tantas outras cidades globais emergentes neste início de século XXI (afinal de contas, ele trabalha para o New York Times)"

não sejamos tão cínicos assim. afinal de contas, new york é a cidade que povoa o imaginário de quem faz todas as outras cidades. ou quase toda a gente.
não é?

joão amaro correia said...

e por favor, levem de volta o scolari que já não se aguenta de tanto futebol, em portugal.
ou jã não o querem? ahaha

abraço,
j

Alberto said...

João, concordo que essa "ameaça" à importancia de NY, como querem os star-urbanists (antigos starchitects) é muito exagerada. De tempos em tempos, o chamado império americano é obrigado a lembrar que "os rumores sobre a minha morte parecem um tanto exagerados". A tendencia é ser revalorizado a médio prazo - é onde apostos meus niqueis.

PS: E que falta nos faz o Felipão! Aceitamos de bom grado. Mas pode ser o Tourinho também ;)

Fernando L Lara said...

Joao,

eu adoraria ter o Scolari treinando os meus times, o Atletico Mineiro ou a Selecao Brasileira. Mas ele so aceita receber em Euros entao nao tenho muitas esperancas.

agora sobre o Ourousoff, eu concordo que NY tem seu lugar como a capital do seculo XX, mas o seculo XXI chega com enormes desafios para NY e os EUA como um todo. A ideia de um mundo multipolar com EUA-Europa-China liderando em diferentes esferas deslocaria NY para uma posicao menos hegemonica. E a ansiedade que isto causa pode ser lida no texto do Ourousoff, e nas conversas dos norte-americanos em geral, acredito eu.


abracos,

Fernando

Alberto said...

Bom, Paris perdeu sua importância depois de perder a coroa de Miss seculo XIX ? Urbanisticamente, o insepulto haussman haunts alive and well por aí. Assim será a influência de NY ao longo deste século, creio.

Mas dadas as "alternativas" apresentadas até agora, e que estamos apenas aos 8 do primeiro tempo, essa conversa ainda tá meio verde. The best is yet to come.

Fernando L Lara said...

acho que concordo com ambos, João e Alberto, em que NY ainda é a referência principal e o jogo do século XXI está apenas começando. Mas enquanto isso, as referências próprias do futuro próximo estão sendo realizadas, como NY se fazia no final do XIX enquanto o mundo inteiro copiava Paris.

Alberto said...

Hmm... que boa pergunta, não? Quais modelos foram preteridos para miss seculo XX?