Wednesday, June 11, 2008

ainda as calçadas da democracia




a entrevista do Peñalosa no New York Times me fez pensar nas calçadas como expressão mesma do valor que damos à democracia, ou na expressão do ex-prefeito de Bogotá, ao espaço democrático por excelência.


a foto acima foi
tirada aqui no meu quarteirão em Belo Horizonte, onde a prefeitura tem cuidado de recapear as principais avenidas mas as calçadas, de responsabilidade dos proprietários de cada lote, ficam assim arrebentadas.




ou ainda na conversa do post anterior sobre a influência de New York como modelo para tantas outras cidades. Acontece que quando Detroit por exemplo estava fazendo tudo para facilitar a vida dos carros, New York apostou na densidade e na criatividade que emana dos encontros fortuitos entre as pessoas.


e esses encontros só acontecem nas calçadas.

e daí vem a minha pergunta, qual o modelo de cidade substituirá NY nas próximas décadas? qual cidade está construindo agora as calçadas que a tornarão referência do século XXI?

12 comments:

Ricardo said...
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Ricardo Rossin said...
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Ricardo said...
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Ricardo Rossin said...
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Ricardo Rossin said...

Poxa, eu acho Barcelona é um ótimo exemplo. Existe praticamente 3 faixas de calçada. Uma para as árvores e algumas caixas para o lixo. Alguns dos espacios vazios entre as árvores ainda pode servir para estacionar motos. Depois uma faixa de "rolagem" para os pedestres, digamos assim, e a faixa perto dos edifícios, que te protege da chuva ou Sol graças as varandas junto a calçada. A medida varia entre 5 a 10 metros de calçada. Eu acho excelente.

Mário do Val said...

Aqui em São Paulo recentemente foi divulgado um programa para requalificar as calçadas. Alguns quilômetros já foram substituídos. Aquele ladrilho hidraulico preto e branco com o formato do estado de SP deu lugar a piso intertravado. Junto foi lançado um guia ilustrado para dimensionamento correto, detalhes de pisos, acessibilidade, etc.

O problema é que quando a prefeitura não faz as burradas como a da Av. Paulista, os cidadãos também não ajudam. Eu tô para comentar no meu blog da calçada do Mackenzie na Rua da Consolação. Na entrada por onde passa a maior parte dos 30.000 alunos do campus existe só 1,20 de calçada, porque há bem na frente um recuo na faixa da rua para os carros pararem. É indecente.

juliana m. said...

Eu sempre pesno em escrever sobre isso. A calçdas de Bh. A dificuldade de ser pedestre aqui. Os cruzamentos, a loucrua dos tempos semafóricos. Eu concordo plenamente com a tese calçadas-expressão de democracia. é sobre a forma de como quem anda a pé é considerado no brasil. essa é a questão da visão do poder público a respeito de quem tem direitos civis -que vira quem tem poder aquisitivo. para a administração municipal de bh é só quem tem carro é cidadão. e a forma de cuidar da cidade expressa isso e joga isso na cara das pessoas. aqui o pedestre, que só tem seu corpo contra chuva, sol e qualquer violência é sempre quem espera. para que o trânsito possa fluir. acho imoral. e as calçadas feitas prá espantar pessoas, porque pessoas ficando nelas, dormindo nelas ninguém quer. não sei qual a relação de causa efeito ainda disso , mas tudo acaba por criar um moto contínuo de agressividade urbana.

.cleozinha. said...

Gente, pra quem não sabe hoje, dia 14, é aniversário do Fernando! Parabéns!!!!!! Muitas felicidades! Beijo!

Marcelo Palhares Santiago said...

Enrique Peñalosa, prefeito de Bogotá, Colômbia, andou falando sobre a importância das calçadas no planejamento urbano e a relação da importância delas com a democracia. Postei uma parte da entrevista no meu blog: http://arqsite.blogspot.com/.

abraço e parabéns Fernando

Ricardo Rossin said...

Parabens atrasado Fernando. Saude, paz e felicidade...

Fernando L Lara said...

obrigado amigos pelos abracos carinhosos,
passei o final de semana trablahando pra burro mas agora depois da apresentacao na PBH (ver post de hoje) prometo voltar a blogosfera.
Fernando

Marco Antonio Borges Netto - Marcão revistacrise@gmail.com said...

Pois é. Em Belo Horizonte, como em muitas cidades, prioriza o veículo.
Com a construção da Linha Verde, inúmeros viadutos foram erguidos, e não foi projetado nada para a área embaixo deles.
Hodiernamente são ocupadas por sem-teto ou transformam-sem em estacionamentos. Alguns explorados por flanelinhas que cobram, no mínimo, cinco Reais.
Em São Paulo, por exemplo, fizeram quadras de basquete e, em Belo Horizonte, o Escritório de Integração do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC propos a construção de moradias populares (no blog da "REVISTA CRISE [!]", nos links http://revistacrise.blogspot.com/2006/10/thinking-about-urban-viaduct-areas-and.html e http://revistacrise.blogspot.com/2006/10/viadutos-urbanos-que-ser-que-se.html vocês encontram mais informações). Vetado pela Prefeitura.
Abraços,
Marcão.