Thursday, September 13, 2007

até onde podemos mudar o mundo?

esta semana uma discussão acalorada neste blog (ver a dezena de comentários no post anterior) me fez pensar na questão da responsabilidade individual em busca de um mundo melhor.


coincidentemente, Bill Clinton lançou tamb
ém esta semana um livro sobre este mesmo tema:Giving- how each of us can change the world.


no caso de Clinton (eu ainda não li o livro, só escutei a entrevista dele no radio e suas reverberações na blogosfera) a mensagem é claramente no sentido de inspirar a todos a iniciarem um processo de transformação do mundo ainda que apenas plantando uma flor na sua janela. Reflete muito do momento nos EUA e também em outras partes do mundo em que paira um certo descrédito, uma certa desesperança que pode facilmente escorregar para o cinismo. Algo como: eu não votei no Bush então não sou responsável então não há muito o que eu possa fazer até a próxima eleição.


o argumento de Clinton é que há sim muito a ser feito independente do Bush, do Lula ou do Chavez, e começa por cada um de nós.


de certa forma o argumento é um pouco ingênuo. Um George (Soros ou Bush) sozinho pode fazer um planeta inteiro retroceder ou avançar décadas com o deslocamento de seus soldados ou de seus investimentos. Por outro lado, todo mundo que trabalha em ONGs ou organizações em fins lucrativos percebe o imenso poder das redes de informação e sua capacidade de mobilização.


enquanto isso, aqui embaixo na vida cotidiana, a flor do meu vizinho me ajuda a pensar num mundo melhor e me incentiva a fazer algo amanha.

2 comments:

Alberto said...

Buenas, responsabilidade pressupõe liberdade de escolha - daí a sutil diferença entre responsabilidade e obrigação. Responsabilidades éticas e morais, todos temos, e a exercemos (ou não) de acordo com nossa cosnciencia. O que podemos fazer? Obvio, se informar com rigor. Comprar alarmismos pelo exclusivo critério de quem bate panela mais alto, leva a uma massa cega ao nazismo, socialismo, e outras crises morais coletivas da humanidade.

O legado de clinton é te sido salvo pelo Greenspan 3 vezes em oito anos, e escancarar as portas dos EUA para o terrorismo. Auto-ajuda mequetrefe é o que se poderia esperar dele anyway.

Alberto said...

Hmm, interessante. Everybody gone.