Tuesday, August 11, 2009

o jogo magnífico de volumes sob a luz - the magnificent play of volumes under the light

já que o assunto da semana foi o concurso fechado (porque mesmo não foi aberto?) pra sede do MIS em Copacabana aqui vai um post curtinho enquanto a poeira não abaixa em Austin.

alguém reparou na luz dos projetos finalistas? não? então volta lá e olha.


o terreno do MIS fica numa parte de Copacabana orientada diretamente pra sul. Na latitude do Rio isso significa que o sol nunca bate diretamente na fachada principal a não ser próximo do meio-dia uns poucos dias no final de dezembro (solstício de verão).
reparando nos projetos finalistas, todos mostram a fachada sombreada, o que corresponde a realidade mas não ajuda nem um pouco a vender a idéia, exceto o projeto vencedor de Diller, Scofidio e Renfro.

fica difícil saber até que ponto essa esperteza influenciou o resultado mas isso sustenta horas de conversa, não acham?



in Brazil the topic of the week is the competition (by invitation only) for the Rio Museum of Image and Sound (MIS), in Copacabana, promting me to write a quick post because my life is still quite hectic in Austin.

the building site in Copacabana faces straight south, a beautiful view with absolutely no direct sunlight except around noon on a few days in December (summer solstice). All competitors show the main facade in shadow, faithful to the reality of the site but not good to sell a project where the front view is so important, except for the winning entry by Diller, Scofidio + Renfro all .

it is very hard to know to what extent such “trick” influenced the jury but surely we can talk hours about it, don’t you agree?



10 comments:

Marco Antonio Borges Netto - Marcão said...

Por falar em concurso o que você e os demais acharam do Opera Prima?

http://www.arcoweb.com.br/especiais/opera-prima-2009-veja-os-11-08-2009.html

Abraços.

felipe botelho said...

fernando
não me animo mto a comentar pq não vi nada de imagens com atenção ainda, nem plantas.

algumas boas informações sobre o evento de quem estava direto na sala da apresentação estão aqui.
Mto interessantes.

http://riodjanira.blogspot.com/

abçs
felipe

felipe botelho said...

ps.: realmente mto boa a observação. A mesma foto foi usada, mas com algum efeito de photoshop eles mudaram a luz na imagem. Uma outra variação está na imagem do Isay Weinfeld, que tem um tom mais amarelado na imagem.

luciano l. basso said...

acho que por 97 eu fiz uma oficina de aquarelas com o arq. Arigoni... o Arigoni era o rei da perspectiva para o mercado imobiliário em tempos pré-renderizações.

lembro que no primeiro encontro ele disse "perspectiva é para ser bonita, é para vender a tua idéia... não é para ser correta. ninguém vai usar tua perspectiva como projeto executivo..."

sempre achei que ele estava certo.

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marcão, o que tem o ópera prima?

Ana Paula said...

Hahahaha, rende horas, sim, Fernando. eu realmente não tinha reparado nesse efeito de luz. E gostei mais do projeto do Bernardes/Jacobsen, vou confessar.

Acho importante e oportuno um empreendimento deste porte ali na Atlântica, e um uso para aquele lote, mas eu nem sabia que tinha havido um concurso nesse sentido. Fechado? Engrosso tua pergunta: por que não um concurso aberto? Participei há dois anos de um para o Teatro Municipal de Londrina, e achei tão legal ver todos os trabalhos concorrentes, enriquece, abre as possibilidades, movimenta o mercado, aguça e motiva os alunos e recém-formados, e sobretudo, permite mais oportunidades de fiscalização e transparência do processo. Cadê o IAB?

Milena said...

Fernando, você já viu o post sobre o concurso do blog architecture? As vezes imagens valem mais que mil palavras! É hilário !!!!

Marcelo Palhares Santiago said...

Milena, que blog é esse? qual o link?

Milena said...

Ué... antes tinha link daqui mesmo...sumiu!

É www.architecture.blogger.com.br

Cláudio Luiz said...

Fernando, não tenho a menor dúvida que perspectiva vende. Mas, mais que a luz, pra mim o que influenciou mesmo (teve uma votação pública, não? Será para responder as críticas do concurso ter sido fechado?) foi o fato de ter mais claro a oportunidade de ver copacabana. A rampa não é "continuação" do calçadão?
Por isso eu concordo com a Ana Paula só em parte. Aproveitar o espaço sim, com um museu, não.
As imagens e sons terão que ter um atrativo extra para "vencer" o canto de sereia da princesinha do mar.

andressamartinez said...

Não analisei os projetos finalistas em profundidade, mas não considero tão boa a solução vencedora. Apesar de gostar, em geral, dos projetos deles, esse me parece uma 'colagem'. A luz na fachada, que vc comentou, talvez seja mais um dos indícios de que o escritório não se preocupou com as especificidades do terreno e propôs uma solução formalista que poderia ser colocada em qualquer outro contexto...
Realmente, esse assunto pode render horas... rs