Saturday, August 23, 2008

que venha a dúvida

acabei de chegar em Ann Arbor e estas 24 horas vagando por aeroportos e aviões são sempre cheias de dúvidas pra mim. Vale a pena? Porque? Será que é isso mesmo? As meninas não estariam mais feliz num lugar só

e ao chegar me deparo com o excelente texto de Ana Luiza Nobre sobre Joaquim Guedes que saiu no número especial de Arquitextos. Eu escrevi outro dia que Guedes foi quem melhor se esquivou da síndrome do gênio criador, havia algo nele que evitava o exagero gestual do desenho que é tão presente (e tão nocivo) na arquitetura brasileira da segunda metade do século XX.

Ana Luiza Nobre matou a charada: é a dúvida. A dúvida que devia sempre estar presente mas que tantas vezes se deixa dominar pelo ego, tornando o processo de criação arquitetônica auto-centrado, quase autista. Afinal, entre milhares de soluções possíveis para cada problema arquitetônico, porque seguir esta e não aquela?

a genialidade de Guedes estava em cultivar a dúvida. Perguntar melhor para responder melhor.

e diante de tanta dúvida, a gente só espera estar fazendo as perguntas certas. Ou seria esta mais uma dúvida importante pra se cultivar?

3 comments:

Fefê said...

Oi, Fernando, pena não termos podido ficar mais tempo na exposição, por causa de um outro compromisso...Comentei com a Juliana Sampaio da aquarela a propósito do texto dela e ela ficou muito contente por estar no projeto. Beijos pra você, a Letícia e as florzinhas...
Fernanda

Henrique Gonçalves said...

Fiquei feliz agora! Quando eu projeto, duvida é o que eu mais tenho! haeheah

Anonymous said...

Caro Fernando,
cheguei por acaso ao seu blog, e fico feliz que meu texto tenha lhe tocado. Fiquei interessada em ler seu artigo sobre o Guedes também, e lhe agradeço se puder indicar a referência.
Grata,
um abraço,
Ana Luiza Nobre
PS: comecei a fazer um blog recentemente, se quiser dar uma espiada o endereço é:
www.posto12.blogspot.com