Monday, June 18, 2007

forma, conteúdo e o vira-lata


o tema é antigo, forma e conteúdo se alternando na vanguarda arquitetônica como um pendulo. No ponto máximo do lado do conteúdo a arquitetura alcança seus melhores resultados em termos de responsabilidade social e melhora a vida de muita gente, enquanto no extremo oposto do lado da forma, a arquitetura cria ícones que gravados na nossa memória se tornam referencias da evolução da humanidade.

no entanto, nenhuma boa arquitetura se faz com um ou outro apenas. nem só forma (muito bom para museus e centros culturais de todo tipo) nem só conteúdo (que geralmente produz uma arquitetura insossa apesar das melhores intenções).

por isso há de se prestar atenção aos extremos de forma e conteúdo para que possamos, espera-se, fazer nascer um espaço construído melhor do cruzamento das duas matrizes puras. Em resumo, busquemos uma arquitetura híbrida, mestiça, vira-lata na melhor acepção do termo.

e para tanto cabe abusar dos melhores puros-de-origem disponíveis no mercado. No lado da forma, não vejo ninguém melhor que Daniel Libeskind. Confesso mas uma vez que nunca fui um grande fã do excesso de ângulos e quebras mas ilustrado por Raul Smith acabei aprendendo a admirar o rigor com que Libeskind enfrenta o projeto, buscando sempre e com igual intensidade levar ao limite as possibilidades formais da sua investigação. Gostei muito do museu de Denver e não vejo a hora de visitar o Royal Ontário Museum in Toronto. No lado do conteúdo, tiro o chapéu para o trabalho que Ed Mazria tem feito junto às escolas de arquitetura e o American Institute of Architecture com seu
Desafio 2030: todos os novos edifícios devem buscar como base mínima um gasto de energia 50% menor que a média de sua região ainda antes de 2010, chegando a serem carbon-neutral antes de 2030.

acredito que qualquer arquitetura significativa nas próximas décadas vai se deparar com ambos os desafios: o limite da forma e o limite do conteúdo.

a propósito, querido leitor, você sabe quanto um edifício na sua região consome de energia por metro quadrado? não? taí um numero fácil de decorar que pode fazer nossa profissão um bocado mais significativa de um dia pro outro.

4 comments:

Alberto said...

Gostei do Blog Fernando, parabéns.

Max said...

taí algo para se pensar...

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