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Monday, February 20, 2012

dois textos

dois textos que surgiram na web recentemente:

uma resenha do meu livro escrita por Luis Carranza

minha analise da casa Vila del Rey de Carlos Teixeira em espanhol

Monday, September 26, 2011

NYTimes de crítico novo

Michael Kimmelman estreiou ontem como crítico de arquitetura do New York Times. E já mostrou que é bastante diferente do anterior, Nicolai Ourosoff. De quebra no seu primeiro texto ele afirma que está interessado na interação entre os edifícios e as pessoas, e não apenas em quem os desenhou. Vale ler seu primeiro texto aqui.

Friday, October 15, 2010

blog action day

em apoio a esta ação global em favor das águas, que tal fazer o seguinte: quebrar 1 metro quadrado de cimento e permita que 1600 litros de água sejam devolvidos ao subsolo todo ano.



in support of this global initiative on water consider the following: remove 10 sq ft (1 sqm) of cement or asphalt and allow hundreds of gallons of water to be recharged

Monday, December 21, 2009

retrospectiva 2009

este ano eu mudei de emprego e de casas (notar o plural) e o parede mudou também: ficou bilingue e sai quase sempre as segundas-feiras.


enquanto saio de circulação para recarregar as baterias deixo aqui minha seleção de 2009 e uma imagem que para mim resume o que foi esse ano de crise: o Brasil como jogador de pes, e a mesa em Copenhagen juntando Lula, Obama, Wen Jiabao, e Manmohan Singh diz tudo. Se existe um grupo que vai se tornar cada vez mais hegemônico caso continuem trabalhando juntos é esse aí.


2009 pra mim foi o ano em que o Brasil entrou no jogo pra valer.


p.s. em 23 de dezembro, minha análise corroborada aqui e aqui



while this blogger will take 2-weeks of much needed vacation I leave a selection of posts here that summarize 2009, the year in which we changed jobs, cities and the format of this blog.


but in this year of crisis in which so many things were unresolved I want to call attention to this image because 2009 was the year in which Brazil became a de facto global player.


outros fatos marcantes discutidos aqui no parede

other significant facts discussed here


sustentabilidade /sustainability


olimpíadas de 2016 no Rio


desigualdade de genero / gender inequality

Oscar Niemeyer destruindo suas obras / destroying his own works


goodbye ann arbor


muros nas favelas do Rio / walls around Rio's favelas

Monday, August 31, 2009

o seculo delas - her century

Nicholas Kristof é um dos meus jornalistas favoritos no New York Times. Na semana passada, mais precisamente no domingo dia 23/8, a revista daquele jornal foi editada por ele e Sheryl WuDunn, e teve como tema a desiguadade de gênero.

segundo Kristof, se o século 19 teve como marca a luta contra a escravidão e o século passado a luta pela democracia, este século precisa assumir como causa maior a luta pelos direitos das mulheres.

alguns números são assustadores:

100 milhões de mulheres estão desaparecidas hoje no mundo, presas em casa, vendidas ou simplesmente assasinadas. É um número maior que o total de mortos em todas as guerras dos últimos 100 anos.

apenas 1% das proprietárias rurais no mundo todo são mulheres

em todo o mundo desenvolvido (o Brasil incluído) as meninas tem em média mais educação formal que os meninos. Mal aproveitadas num mercado de trabalho ainda machista, isto significa um desperdício de talento de proporções fenomenais.

isso me faz pensar na participação das mulheres na nossa profissão. Apesar de serem maioria nas escolas de arquitetura, são ainda poucas as que ocupam posições de liderança ou de destaque. Nossos clientes infelizmente ainda procuram uma arquiteta para reformar a cozinha e um arquiteto para construir o prédio novo.

quando é que vamos mudar isso e utilizar melhor o talento dessas milhares de arquitetas?





Nicholas Kristof is one of my favorite journalists at the New York Times. Last week the NYT magazine was edited by him and Sheryl WuDunn, and had as main subject the issue of gender inequality.

according to Kristof the 19th century was about the fight against slavery, the 20th century about the fight for democracy and this century will be about the fight for women rights.

some numbers are frightful: 100 million women are missing today in the world, more that the total number of people who died in all wars of last the 100 years.

only 1% of landowners in the world all are women

in the all the developed world girls have more formal education in average than boys, but in a sexist labor force they are still far from their full potential.

that makes me think about women in our profession. Despite being the majority in most architecture schools, there are very few leading the profession. Our clients unfortunately still look a female architect to remodel the kitchen and a male architect to construct the new building.

when is that going to change and we will better utilize the talent of all architects?

Tuesday, August 11, 2009

o jogo magnífico de volumes sob a luz - the magnificent play of volumes under the light

já que o assunto da semana foi o concurso fechado (porque mesmo não foi aberto?) pra sede do MIS em Copacabana aqui vai um post curtinho enquanto a poeira não abaixa em Austin.

alguém reparou na luz dos projetos finalistas? não? então volta lá e olha.


o terreno do MIS fica numa parte de Copacabana orientada diretamente pra sul. Na latitude do Rio isso significa que o sol nunca bate diretamente na fachada principal a não ser próximo do meio-dia uns poucos dias no final de dezembro (solstício de verão).
reparando nos projetos finalistas, todos mostram a fachada sombreada, o que corresponde a realidade mas não ajuda nem um pouco a vender a idéia, exceto o projeto vencedor de Diller, Scofidio e Renfro.

fica difícil saber até que ponto essa esperteza influenciou o resultado mas isso sustenta horas de conversa, não acham?



in Brazil the topic of the week is the competition (by invitation only) for the Rio Museum of Image and Sound (MIS), in Copacabana, promting me to write a quick post because my life is still quite hectic in Austin.

the building site in Copacabana faces straight south, a beautiful view with absolutely no direct sunlight except around noon on a few days in December (summer solstice). All competitors show the main facade in shadow, faithful to the reality of the site but not good to sell a project where the front view is so important, except for the winning entry by Diller, Scofidio + Renfro all .

it is very hard to know to what extent such “trick” influenced the jury but surely we can talk hours about it, don’t you agree?



Thursday, March 19, 2009

detroit




vale a pena ler a critica de
sobre Detroit na Slate dessa semana,

não sei se "the wrestler" com Mickey Rourke já entrou em cartaz no Brasil mas concordo plenamente com o texto de Rybzinski, se cidades fossem como personagens de cinema Detroit seria Randy the Ram, derrubado mas não completamente acabado.

Tuesday, March 3, 2009

as últimas

o parede de meia cumprimenta a iniciativa do site as últimas que reúne o melhor da blogosfera brasileira e como o texto de apresentação bem diz, funciona como um agregador. Estou orgulhoso de ver o parede entre os blogs de arquitetura e com certeza vou usar as últimas frequentemente já que vários dos blogs que eu leio regularmente estão lá.

e continuando minha volta ao mundo em 15 dias eu embarco amanhã pra BH com 10 alunos de mestrado que estão trabalhando no studio com a questão da permebilidade nas favelas e periferias brasileiras.

Friday, November 21, 2008

Sejima em busca da extrema simplicidade

o jornal espanhol El Pais mais uma vez nos presenteia, agora com uma preciosa entrevista com Kazuyo Sejima, a quem nao me canso de elogiar.

e' preciso ler a entrevista inteira para perceber o quao Sejima tem sido bem sucedida nesta tal busca da extrema simplicidade. No meio de tantos egos e tanta pavonice a mestra japonesa brilha com sua discricao.

e' de uma humanidade invejavel.

Thursday, October 23, 2008

Foster volta a New York




a New York Public Library (foto acima) anunciou hoje que Baron Norman Foster (sim, ele tem o título de barão) foi o escolhido para a reforma e ampliação do famoso edifício da 5ª. Avenida construído em 1911.

a discussão que se seguirá promete porque o prédio em questão carrega um forte significado simbólico para NYC e Foster como todo bom arquiteto que se preza vai intervir na estrutura quase centenária para adaptá-la ao século 21, alterando com certeza sua imagem.

uma estrutura de vidro como a do Reichtag ou da prefeitura de Londres é o esperado mas eu gostaria de ver Foster incidindo mais no edifício em questão como Renzo Piano fez com elegância na Morgan library.

digo isso porque acho que depois de toda a destruição promovida pela arquitetura moderna nós vivemos agora um zelo exagerado que faz de qualquer casinha velha um “patrimônio”. É certo que os entusiastas do modernismo (entre os quais me incluo) normalmente esquecem do tando que se demoliu para que nossos lindos modernos pudessem ser erguidos.

e desde que a discussão seja em cima de parâmetros arquitetônicos o debate é muito bem vindo e saudável. Ou alguem imagina o que seria da arquitetura moderna brasileira se o conselho municipal do patrimônio existisse em 1939 e barrasse a construção daquele hotel em Ouro Preto, projeto de um jovem arquiteto de 30 e poucos anos chamado Oscar Niemeyer.

Thursday, October 16, 2008

Rybczynski on Piano





vale a pena seguir os textos que Witold Rybczynski tem publicado na Slate,

Rybczynski na minha opinião é o melhor critico de arquitetura em atividade (empatado com Luis Fernandez Galiano)

este sobre o novo museu de Renzo Piano em Los Angeles tem tudo que eu gosto numa crítica de arquitetura: é bem ilustrado, bem argumentado (ver a observação sobre os elevadores) e no final depois de checar todos os problemas do edifício (quem nunca construiu que atire a primeira pedra) Rybczynski conclui que a modéstia (ou falta de pretensão nas palavras do autor) é uma das qualidades deste prédio. Gostei e pra dizer a verdade adoraria ver mais prédios modestos com esta qualidade.

semana que vem ele vai escrever sobre o edifício da academia de ciências da California, em San Francisco, já apelidado de “green museum”.

Friday, October 3, 2008

redução ao absurdo ou o fim da arquitetura?

Hoje recebi um e-mail do grupo Doors of Perception com a uma provocação feita pelo fundador do grupo John Thackara. Como a discussão está pegando fogo aqui no parede e tanto o Alencastro quanto o Alberto andam propondo demoliçoes aí vai a minha contribuição:

"What would architects design, if they did not design buildings? My question isnot a rhetorical one. The inputs and outputs of industrial society are wildly outof balance - and that includes its buildings and infrastructure. We have reachedthe end of a brief era in which we could burn cheap fossil fuel, and despoilecosystems, mindless of the consequences. We need to re-imagine the built worldnot as a landscape of frozen objects, but as a complex of interacting ecologies:energy, water, mobility, food. Our life-sustaining ecologies, especially, needto be nurtured, not swept away, built over, or diverted. The need for newbuildings will be rare. Sometimes the design choice will be to do nothing".

tradução minha:

“O que os arquitetos projetariam, se não projetarem mais edifícios?” Minha pergunta não é retorica. As ofertas e demandas da sociedade industrial estão descontroladamente desequilibradas - e isso inclui edifícios e infrastructura urbana. Nós chegamos ao fim de uma era em que podíamos queimar combustível fossil barato, e transformar ecosistemas sem pensar nas conseqüências. Precisamos agora re-imaginar o mundo construído não como uma paisagem de objetos congelados, mas como um complexo de ecologias de interação: energia, água, mobilidade, alimento. Os ecosistemas que sustentam a vida no planeta, em especial, precisam ser cuidados, não destruídos, construídos por cima, ou ser desviados. A demanda por edifícios novos será rara. Às vezes a escolha do projeto será não construir nada”.

ok, eu sei que a proposta de Thackara é radical e implica implodir a prática da arquitetura tal como a conhecemos, mas não deveríamos estar explorando isso pelo menos nas escolas? Não deveríamos nos preparar para todos os worse-case-scenario assim como engenheiros preparam teóricamente as estruturas para um terremoto e médicos preparam teóricamente o sistema de saúde pública para uma pandemia?


Tuesday, September 30, 2008

vingança da natureza?




eu confesso que sou obcecado pela relação entre água e arquitetura

mas a imagem acima merece ser difundida.
trata-se da famosa casa Farnsworth de Mies que foi inundada pela primeira vez em 1956 e depois em 1996. No ultimo dia 14 de setembro, apenas 12 anos depois da última cheia, caiu outra “chuva de 100 anos” e a casa sofreu sua pior inundação, com a água chegando a 40cm acima do piso principal (130cm acima do terreno natural).

ano passado Jonathan Hill (Bartlett) esteve aqui e sua palestra foi toda sobre a relação entre a arquitetura e os elementos (chuva, gelo, calor, vento) tendo a imagem da casa Farnsworth inundada em 96 como foco principal da esquizofrênica relação entre o modernismo e a natureza circundante.


agora a própria fundação Farnsworth que administra a casa criou um blog para que possamos todos acompanhar o processo de limpeza e restauração.


e tem gente que ainda resiste a idéia de que o aquecimento global terá um impacto significativo na forma como fazemos arquitetura. Pode perguntar pra quem teve seus vidros e telhas quebrados em Belo Horizonte na pior chuva de granizo da história que coincidiu com a inundação da Farnsworth aqui em Illinois.

Monday, September 15, 2008

tantas oportunidades para tão pouca arquitetura



o blog esteve tão quente na semana passada (ver comentários) que os assuntos foram se acumulando.

no dia 11 de setembro queria ter escrito sobre a inauguração do memorial as vítimas do pentágono projetado pelo Keith Kaseman e pela Julie Beckman do KBAS. Depois veio o artigo de Ouroussoff no NYTimes de ontem comparando a desolação de New Orleans e o fracasso do World Trade Center com a construção frenética da China.

então o post de hoje junta as duas coisas para falar de tantas oportunidades perdidas. A começar por New Orleans que três anos depois da inundação ainda tem áreas onde parece que a água acabou de secar. Eu estive lá em Março de 2007 e a cena é desoladora, milhares de casas condenadas e outros milhares de lotes vazios já demolidos. E nenhuma resposta significativa ao desafio de como construir uma cidade melhor para o século XXI. O mais rico e militarmente mais poderoso país do mundo não conseguiu dar uma resposta a altura da tragédia que se abateu sobre New Orleans.

agora a comparação de Ouroussoff também é fraca. A china está se enchendo de edifícios desenhados por arquitetos famosos mas isso está longe de ser uma resposta adequada ao desafio de construir a cidade do século que se inicia. Ninhos de pássaro e sedes de TV servem como ícones de um crescimento acelerado mas não se traduz exatamente em qualidade de vida como Barcelona, Paris ou São Francisco. Ou alguem aqui preferia viver em Bilbao, Kuala Lumpur ou mesmo Vegas a viver nas três cidades supra-citadas.


mas no meio de tantas oportunidades perdidas vem Keith e Julie recém formados pela Columbia (2001) vencer o concurso para o memorial das vítimas do 11 de setembro no pentágono. Um desenho limpo, simples e capaz de captar simbolicamente o trauma vivido por este país (do qual o mundo todo sofre a ressaca até hoje).

184 bancos de aço, um para cada vítima, alinhados na direção do avião quando se chcou contra o prédio. Keith e Julie se mudaram para Alexandria, Virgínia e trabalharam por 5 anos no projeto que foi inaugurado na semana passada, desde ajudando a levantar doações até fazendo no CNC Router os moldes de cerâmica que serviram para fundir todas as peças de aço.

as grandes oportunidades parecem perdidas, New Orleans e Ground Zero continuam como dois grandes buracos na alma de um país traumatizado e agora também quebrado financeiramente (muito por conta de erros decorrentes do trauma de 9/11)

enquanto isso uma nova geração de arquitetos se agarra com vontade às pequenas oportunidades e vão aos poucos renovando o ar carregado que paira por aqui.

Thursday, September 11, 2008

do parede para a AU



um post despretensioso de exatamente um ano atrás acabou se transformando em uma matéria mais elaborada para a Revista AU. Para tanto eu acabei entrevistando os arquitetos Stephen Kieran e James Timberlake que aliás foram super atenciosos e prestativos.

deixo aqui meu agradecimento a toda equipe da AU e em especial a Simone Capozzi pelo convite que me permitiu mostrar a arquitetura de Kieran e Timberlake construída aqui na minha Ann Arbor para colegas do Brasil inteiro,

o texto completo pode ser lido no site da AU

Tuesday, September 9, 2008

porque os arquitetos nunca se aposentam?

vale a pena ler o divertido artigo de Witold Rybczynski (professor da University of Pennsylvania) sobre a longevidade dos arquitetos que saiu essa semana na Slate.

Rybczynski nos lembra que Corbusier projetou Ronchamp aos 63 anos, Louis Kahn projetou o Salk Institute aos 64, Gehry desenhou Bilbao aos 68 e que Frank Lloyd projetou seu Guggenheim bem depois dos 80.

Rybczynski não citou o nosso Oscar mas vale perguntar: será que algum projeto dele das últimas décadas vai ficar para a história como os acima citados ou vamos sempre nos lembrar que nosso arquiteto maior desenhou Pampulha aos 34 anos?

Thursday, July 31, 2008

sempre vanguarda

acabei de sair do escritório do Sylvio Podestá e da Gaby Aragão que me mostraram a última idéia deles:

colocar na internet, disponível para todo mundo, o conteúdo integral das revistas Vão Livre e Pampulha (1979-83), documentos fundamentais para se entender a arquitetura brasileira dos anos 80.

o link é este, breve todas as publicações da AP estarão disponíveis. Sylvio e Gabi tem um histório respeitável de publicações de arquitetura e continuam empolgados.

uma vez vanguarda, sempre vanguarda.

Monday, July 21, 2008

escolas pra que?

de volta a blogosfera depois de merecidas (e deliciosas) ferias na Bahia, cheguei hoje em Oxford para a conferencia de que falei no ultimo post.

a cidade eh simpaticissima, colleges medievais com mais densidade que o normal, ruas cheias de gente passeando a pe e de bicicleta e aquela contramao traicoeira (desculpem a falta do cedilha e dos acentos).

mas hoje a noite ja volto aos temas arquitetonicos com um debate bem ao gosto britanico:

Sir Peter Cook,Jeremy Till, Robert Adam,e Peter Buchanan discutindo se a Arquitetura estaria melhor com ou sem escolas de arquitetura.

adorei a provocacao e se der tempo ja reporto amanha como foi a conversa.

ps: eu nao dou sorte com Portugal mesmo. Desta vez fiquei so no aeroporto e achei que estava indo tudo bem ate chegar em Londres e perceber que minha mala ficou passeando em Lisboa.....

Thursday, July 10, 2008

férias

este blog entra em férias de hoje até dia 20 de julho e retorna dia 21 diretamente de Oxford, Inglaterra, onde estará acontecendo a 2008 Oxford Conference on Architecture Education: Resseting the Agenda 50 years on.

prometo dar mais notícias direto da conferência mas até lá vale a pena dar uma olhada no texto com as recomendações escrito quando da conferência de 1958.

da minha parte, vou estar fazendo uma provocação no seguinte sentido: o imperativo da sustentabilidade me parece ser a última chance de costurarmos pesquisa e projeto no ensino de arquitetura.

até breve,

Sunday, June 8, 2008

para onde vai a arquitetura?


a revista do New York Times deste domingo é inteiramente dedicada a arquitetura.

vale a pena ler a entrevista com Enrique Penãlosa, ex-prefeito de Bogotá, um daqueles raros que entende o poder transformador das intervenções físicas na cidade sem se transformar em JKs tardios,


tem ainda uma entrevista bobinha com Bernard Tschumi, um artigo sobre Wini Mass e seu escritório MVRDV, um outro sobre o trabalho de reciclagem especial do grupo LOT-EK e um texto do Ourousoff em que ele tenta salvar uma certa importância de New York diante de tantas outras cidades globais emergentes neste início de século XXI (afinal de contas, ele trabalha para o New York Times)

mas o que me chamou a atenção foi o artigo sobre os “jardineiros guerrilheiros” de Londres e suas bombas de sementes, uma idéia genial pelo que tem de urgente (melhoria do ambiente urbano) e pelo uso das técnicas subversivas dos anos 70 que andam fazendo uma falta danada.