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Monday, June 28, 2010

futebol é aqui!


no momento em que escrevo estas linhas a Europa que começou a copa com 13 seleções tem apenas 4 na disputa, sendo que amanhã uma delas sai (Espanha ou Portugal). Apenas 23% de aproveitamento pro velho mundo.

ao mesmo tempo, o Mercosul que começou a copa com 5 seleções tem 4 na briga, isso porque Brasil e Chile se enfrentaram. Aproveitamento de 80%. E não para por aqui: Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina se classificaram em primeiro em seus grupos,


então aqui vai o meu palpite pra semifinal dos sonhos: Brasil vs Uruguai (como em 70) e Argentina vs Paraguai (mas se a Alemanhã entrar eu aceito).

futebol de verdade é aqui no sul da américa!


ps: atualização dia 29/6: o New York Times concorda comigo em gênero, número e grau.



as I write those lines only 4 out of 12 European teams are still playing, and one will be cut tomorrow (Portugal or Spain). Meanwhile 4 out of 5 Mercosur teams are still in the game, and that's because Chile had to face Brazil today. A performance of 80% for the south americans vs only 23% for the Europeans. Not only that, Argentina, Brazil, Paraguay and Uruguay were the first in their groups

my expectation is for a south-american-only semi-finals; Brazil vs Uruguay; Argentina vs Paraguay. But I can also accept Germany in this group...




football for real is here in the southern edge of the Americas

ps on 6/29, the New York Times seconds my opinion

Monday, June 14, 2010

aniversários bisextos



a cada quatro anos meu aniversário cai no meio da copa do mundo. Quem mandou nascer em dia de jogo, poucas horas depois de Tostão ter marcado dois gols contra o Peru em Guadalajara.

da copa seguinte, aos 4 anos de idade, não me lembro. Também ajuda que quase ninguém fala daquela seleção. Aos 8, o jogo se repetiu: Brasil e Peru se enfrentaram exatamente no mesmo dia, me lembro perfeitamente de escutar os gols Dirceu e Zico que gravei em K7. Aos 12 anos, de novo o Brasil joga no meu aniversário. E não só joga, estréia vencendo a União Soviética com golaço de Éder. Aos 16 não teve jogo no dia, mas a derrota pra França estragou a semana. Aos 20, no auge da rebeldia universitária torci pra Holanda porque não aceitava que o Brasil que elegera Collor de Mello no ano anterior merecesse ganhar alguma coisa. Aos 24 pulei como um louco quando Baggio chutou o pênalti pra fora, embalado por ter acabado de conhecer a Lê. Aos 28 demorei a acreditar naquilo: Ronaldo teve convulsão e a França ganhou? Como assim, que hora acaba esse pesadelo? Aos 32 parecia que íamos ganhar sempre, mas a chegada da Helena era mais importante. Aos 36 não teve graça, aquela cena do R.Carlos amarrando a chuteira resumiu o time.


agora são 40 e amanhã começa tudo de novo.... a maturidade me fazendo apreciar ainda mais o futebol.


sorry friends, this post does not make sense in any other language

Monday, December 7, 2009

Curitiba fica longe de Coritiba?



a selvageria ontem em Curitiba fica ainda mais horrorosa quando se pensa na cidade “verde”, civilizada e planejada de Lerner, tão celebrada no Paraná e no exterior. Como na música de Caetano, alguma coisa está fora da ordem. Hoje apareceram nos jornais e nos blogs vários relatos de que a relação entre a elite paranaense e a população não vai muito bem (aqui). Curitiba revelou ontem uma fúria inesperada, as imagens tem algo de primitivo combinado com um discurso fascista.


enquanto isso o Rio de Janeiro explodia numa alegria tripla (quádrupla se contarmos a volta do Vasco). Parabéns ao Rio de todas as cores, torço para que os cariocas aproveitem esse momento único de alegria para retomar pouco a pouco sua cidade.


e torço também para que os críticos da autocracia e do autoritarismo curitibano sejam ouvidos. Os hooligans do Coritiba podem ter prestado, de forma criminosa, um favor a cidade.

Sunday, November 1, 2009

detalhes nem tão pequenos de nós dois

domingo é dia de futebol. Estádio cheio, time com chances no campeonato. Os primeiros 30 min são um baile, o time abre 2 a zero e parece que vai golear. Depois vem o apagão, o outro faz um e logo depois empata. Aí aparece a diferença. Na casa do adversário o time de verdade busca forças e faz o terceiro pra continuar vivo na briga. O outro time, trocando o azul pelo amarelo, leva o gol da virada dentro de casa. E vão ter de torcer muito pra nós no próximo domingo.

Tuesday, July 14, 2009

Carta aberta aos organizadores da Copa 2014

esta carta,da qual eu sou um dos signatários, foi publicada originalmente pelo site concursosdeoprojeto.org reproduzida aqui no parede.

O auto-intitulado “Time de Arquitetos da Copa”, grupo de arquitetos responsáveis pelos projetos dos estádios das 12 cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014, assinou no último dia 18 de junho uma “carta aberta” [1] na qual exige “respeito aos projetos desenvolvidos para as futuras arenas” e “recomendam todo o empenho da sociedade e governantes para que os investimentos na Copa de 2014 sejam sustentáveis e tragam benefícios permanentes às cidades brasileiras”.

É de se respeitar a luta dos colegas arquitetos, que representados pelo SINAENCO – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva –, convocam a sociedade para ao seu lado empenhar-se pelo respeito aos seus projetos. O discurso em prol da sustentabilidade e dos benefícios à sociedade está presente na carta, assim como a preocupação de evitar “o uso indevido dos recursos, especialmente o dinheiro público”. É importante ainda destacar, no documento assinado pelo “Time de Arquitetos da Copa”, a preocupação dos mesmos com a qualidade do projeto arquitetônico e com a obediência às suas soluções e especificações (de sistemas construtivos, de materiais e de equipamentos) pelos empreendedores.

É louvável toda iniciativa que tenha como resultado (e propósito) a qualidade da arquitetura pública, mas algumas dúvidas em relação ao “Projeto Copa 2014” inspiram certa cautela em relação à convocatória pública pelo respeito aos projetos e aos seus autores. Se por um lado deve-se reconhecer a obrigação de defender uma causa aparentemente tão justa, por outro não se pode ignorar o desconforto que decorre do desconhecimento coletivo – por falta de transparência – do processo em torno das contratações de projetos e serviços para a Copa 2014, bem como das suspeições resultantes de relatórios recentes publicados pelo Tribunal de Contas da União[2]. Portanto, para evitar injustiças e conclusões precipitadas, antes de decidir por assinar ou refutar uma carta repleta de boas intenções, “pela qualidade da obra pública e do projeto arquitetônico”, solicita-se o esclarecimento de algumas questões:

1. Qual foi o processo de escolha dos projetos dos estádios e de convocação dos membros do “Time de Arquitetos da Copa” em cada caso? Foi realizado algum concurso? Algum escritório foi contratado por notória especialização, ou seja, sem concurso ou licitação? Houve licitações por técnica e preço? Afinal, têm sido publicadas notícias preocupantes sobre contratações sem licitação de projetos e serviços para a Copa 2014[3]. Enfim, em se tratando de empreendimentos que envolvem vultosos recursos públicos, é fundamental saber em quais das modalidades previstas na legislação se enquadraram as contratações de cada um dos projetos.

2. Quais foram os critérios utilizados para as escolhas dos projetos arquitetônicos? Segundo a “carta aberta”, “os projetos para os empreendimentos esportivos e de infraestrutura geral para a Copa 2014 devem ser escolhidos por sua concepção inovadora, pela percepção da essência e da cultura local e pela melhor técnica, nunca pelo menor preço”. Quais foram os procedimentos adotados para julgamento e avaliação da referida inovação e da qualidade que se espera de uma arquitetura pública? Houve comissões julgadoras? Se houve, quais foram os seus membros?

3. Qual o montante de recursos públicos envolvidos nos projetos? Notícias publicadas no Portal Copa2014[4] anunciam que as projeções de gastos para a construção e reforma dos estádios do Mundial já subiram mais de 300%, ultrapassando R$ 10 bilhões. Ainda segundo a mesma matéria, um dos fatores que teria influenciado no aumento do orçamento teria sido o início do detalhamento dos projetos, fase em que os valores se aproximam do custo real. Essa notícia contradiz a declaração do “Time de Arquitetos” e do SINAENCO ao desejarem que “o legado da Copa de 2014 no Brasil seja – realmente – o alicerce de um país mais desenvolvido, com melhor infraestrutura, empregos, distribuição de renda e justiça social, algo que não se consegue sem um planejamento de longo prazo, estudos de viabilidade econômico-financeira e ambiental”.


Há muito tempo que se buscam, sem sucesso, informações sobre os processos de contratação dos projetos para a Copa 2014. Talvez com a ajuda do “Time de Arquitetos da Copa” e do SINAENCO, seja finalmente possível obter uma resposta clara e definitiva a tais dúvidas. Afinal, para que se possa ter o apoio da sociedade à causa da “qualidade da arquitetura pública”, mencionada na “carta aberta”, é fundamental antes de tudo a observância da transparência pública, da probidade administrativa, da isonomia e da impessoalidade dos contratos públicos. Sugere-se, portanto, que seja demonstrado à sociedade que os processos de contratação dos projetos para a Copa 2014 seguiram todos esses princípios, como seria de se esperar. Acredita-se que assim terão o apoio e o respeito que demandam.


Assinam esta carta:

Álvaro Puntoni, Carlos Eduardo Comas, Carlos Henrique Magalhães, Circe Monteiro, Danilo Matoso Macedo, Edson Mahfuz, Eduardo Pierrotti Rossetti, Elcio Gomes, Fabiano Sobreira, Fernando Luiz Lara, José Eduardo Ferolla, Humberto Hermeto, Izabel Amaral, Leandro Augusto Campos, Natália Miranda Vieira, Pedro Morais, Pedro Paes Lira.



[1] Arquitetos exigem respeito aos projetos para 2014: Time de Arquitetos da Copa divulga carta em defesa do planejamento. Publicado no Portal Copa 2014, em 22/06/2009.

[2] TCU suspende concorrência de serviços para a Copa 2014: Tribunal avaliou que a licitação poderia trazer prejuízos aos cofres públicos. Publicado no Portal Copa 2014, em 04/05/2009.

[3] Pela Copa-2014, cidades iniciam festival de gastos sem licitação. Publicado na Folha OnLine, em 18/01/2009; TCU veta licitação para escolha da empresa organizadora da Copa: altos salários de consultores e outros custos exorbitantes seriam os motivos. Publicado no Portal Copa 2014, em 14/05/2009.

[4] Estádios da Copa podem ficar 300% mais caros: Custo das arenas da Copa do Mundo já ultrapassa os R$ 10 bilhões. Publicado no Portal Copa 2014, em 01/07/2009.