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Wednesday, November 9, 2011

rankings?

eu não costumo acreditar muito em rankings mas se eles dizem todo ano que a Escola de Arquitetura da Universidade do Texas é uma das melhores (número 2 este ano) dos EUA, alguma coisa certa a gente faz. Cheers!

Wednesday, September 7, 2011

Monolito de Inhotim




Lançada esta semana a Monolito número 4 sobre Inhotim, com textos de minha autoria e ainda Fernando Serapião (editor) e Guilherme Wisnik. Boa companhia, arquitetura melhor ainda. Vai lá ler.

Launched this week Monolito # 4 about Inhotim, the best contemporary art collection in Latin America. Texts by me, Fernando Serapião (editor) e Guilherme Wisnik. Good company, even better architecture. Go read, its bilingual.


Monday, June 13, 2011

Arq Contemporânea: mesa na UFPB 27/6

Arquitetura Contemporânea: mesa redonda com Sonia Marques, Luis Amorim e Renato Anelli,

coordenação de Nelci Tinem,

João Pessoa, 27/6

Tuesday, December 21, 2010

Public Architecture

no proximo mes de junho o Centro de Desenvolvimento Sustentavel aqui da Escola de Arquitetura de Texas at Austin vai promover um curso intensivo sobre Arquitetura Publica.

aberto a todos, vale a pena conferir,

mais informacoes aqui




next June the Center for Sustainable Development here at UTSOA will offer a intensive course on Public Architecture. Open to all, you can read more here

Tuesday, November 16, 2010

exhibition in Austin

Esta semana tivemos uma exposição no Museu de Arte de Austin (AMoA) sobre projetos para comunidades de baixa renda, organizada pelo escritório Runa e pela AIA (American Institute of Architects) de Austin. O trabalho do meu studio "Informal Texas" que estuda um assentamento quasi-informal com 1500 pessoas aqui no Texas foi selecionado para abrigar uma parede inteira da exposição. Paramos o studio por uma semana e ficamos até as 2 da manhã montando a exposição mas valeu a pena. Mais imagens aqui.



This week we had an exhibition at the AMoA (Austin Museum of Art) about design for low income communities, organized by Runa Workshop and AIA Austin. The work of our Informal Texas studio was selected to occupy an entire wall. We stopped the studio for a week and worked until 2am mounting the exhibition but it was very much worth it. More images here.

Monday, October 11, 2010

mala sem alça

este final de semana estive em Toronto para a LASA (Latin American Studies Association), uma mega conferência com 2000 pessoas. Nossa mesa sobre arquitetura foi um sucesso, com papers de Vanessa Grossman (Princeton), Daniela Sandler (California Santa Cruz), Martino Tattara (Berlage) e Gaia Picarollo (Politecnico di Milano) e comentarios de Luis Carranza (Roger Williams). Que time!!!!

mas na volta, um fato inusitado. A fila no aeroporto estava enorme, cheguei na porta do voo 5 min antes mas minha mala não chegou no avião e por isso não pude embarcar. Nunca ouvi falar disso, claro que fiquei super chateado. Que mala!!!


our session at LASA (Latin American Studies Association) was fantastic. Papers by Vanessa Grossman (Princeton), Daniela Sandler (California Santa Cruz), Martino Tattara (Berlage) e Gaia Picarollo (Politecnico di Milano) and comments by Luis Carranza (Roger Williams). What a team!!!

but on teh way back something weird happened. The long lines at Toronto airport made me arrive at the gate only 5 min before departure time. But my bag didn't arrive as fast and I could not board. Frustration, flying is becoming more and more a hassle....

Monday, October 4, 2010

re-viewing informality

Felipe Hernandez está organizando uma conferência fantástica em fevereiro próximo sobre informalidade na América Latina. Eu terei o prazer de estar lá. Outros palestrantes serão JOrge Fiori, Peter Kellet, Julio Davila, Christien Klaufus

Convido a todos os interessados a submeter um artigo para juntar-se a discussão em Cambridge ano que vem.



Felipe Hernandez is organizing a fantastic conference next Februaty about Latin American informality. I will be there, gladly. Other speakers include Peter Kellet, Jorge Fiori, Julio Davila, Christien Klaufus

I would encourage everybody interested to submit a paper and join us in Cambridge next year.

Monday, September 27, 2010

old ideas die hard

semana passada estive em Rhode Island para uma palestra. Falei sobre as obras recentes em favelas da America Latina, projetos de Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (e equipe), Fernando Maculan e com muito orgulho do nosso projeto do grupo Horizontes para a pedreira Prado Lopes em BH.


mas assim que acabou a minha fala começaram aquelas perguntas velhas, dos anos 70, de que a arquitetura não tem muito a contribuir para um processo em que as pessoas constroem barracos com restos de material durante a noite, etc, etc etc....


e nem é tanta culpa dos colegas estrangeiros. A literatura parou ali mesmo. A idéia de uma favela consolidada, com Geladeira, TV a cabo, celular, videogame e tênis Nike ainda não entrou no imaginário da arquitetura. Muito menos a idéia de um mercado paralelo onde se compra, se vende, se aluga e se investe em habitação dita informal.


e assim se perpetua uma idéia antiga de que a formalidade e a informalidade são diametralmente opostas, enquanto que na verdade existe tanta formalidade na favela quanto informalidade no condomínio de luxo. São diferenças de grau, não de substancia. Enquanto não entendermos isto vamos continuar tendo pouco a contribuir.



last week I lectured in Rhode Island. talking about recent developments in Latin American favelas. I discussed Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (and team), Fernando Maculan, and proudly showed our (Horizontes) project for Prado Lopes, the most violent favela in Belo Horizonte.


but as soon as my talk ended the questions came as if from the 1970s. What should architecture contribute to a perverse poverty in which people build a shack from scavenged materials in the middle of the night, etc, etc, etc.


and I don’t blame my colleagues, the literature did stop there. The idea of a favela as a consolidated community with fridges, tvs, cell phones, videogames and Nike shoes has not yet penetrated the architectural imaginary. Much less the idea of a parallel market where one buys, sells, rents and invests in informal housing. This outdated perception reinforces the misleading idea that the formal and the informal parts of the city are diametrically opposed.


in reality, one can find many formalities in the favelas and find many informalities in gated communities. It is a matter of degree, not substance. We can’t really articulate a contribution unless we understand that.

Monday, September 20, 2010

sustentabilidade é passado?

esta semana dou início a um desafio interessante, ser editor de sustentabilidade do portal Arqbacana. Cheguei a este assunto pela porta das enchentes e estou cada vez mais convencido da necessidade urgente de mudança de paradigma. Tanto que provoco que a sustentabilidade é coisa do passado. Leia mais aqui

Monday, September 6, 2010

brasilianização de brasilia

fechando a série de palestras sobre os 50 anos de Brasilia que organizei aqui na Universidade do Texas (com Fred Holanda, James Holston, Ana Tostões e agora em setembro Fares El Dahdah), aqui vai o meu texto discutindo os últimos 50 anos da capital e sua importância para a nação.



closing the lecture series about the 50 years of Brasilia that I organized here at UT Austin, ( with Fred Holanda, James Holston, Ana Tostões now in September Fares El Dahdah)here's a text I wrote about the last 50 years of the capital and why it is so important for the nation

Tuesday, August 31, 2010

vale o que está escrito

enquanto a vida não entra nos eixos (o semestre começando aqui em Austin deixa tudo meio atrapalhado) eu deixo vocês com o texto da Ana Paula sobre minha palestra na UFRJ no inicio de agosto.

os elogios são todos exageros dela, as incongruências são culpa minha.

Thursday, June 10, 2010

pintando a favela / favela painting

isto é suficiente ou o melhor que podemos fazer?

is it enough or the best we can do?

esto es suficiente o lo mejor que podemos hacer?

Monday, May 17, 2010

café com leite

revista preferida dos modernos, a Wallpaper sai agora em junho com um número dedicado ao Brasil, "um país extraordinário em um momento extraordinário". Enquanto não chega a revista impressa (pra mim sempre mais impressionante), o parede celebra hoje a edição digital, em especial a casa JE de Humberto Hermeto, o projeto mais paulista deste companheiro mineiro (ver intro) e a casa em Ubatuba de Angelo Bucci, o projeto mais mineiro deste fantático paulista.




the favorite magazine of the modern crowd, Wallpaper comes out in June with a special issue on Brazil, "an extraordinary country on an extraordinary moment". While I wait for the printed version (always more impressive to me) this blog celebrates the digital pages, specially the House JE by Humberto Hermeto, a most "paulist"a of all his designs, and Casa em Ubatuba by Angelo Bucci, a very "mineiro" design by this fantastic paulista.

Monday, May 10, 2010

colombia colombia !!

por todo lado só se fala em Antanas Mockus e a possibilidade dele chegar a presidência da Colombia. O que me faz mais feliz além de derrotar o direitismo de Uribe e cia é que a carreira de Mockus foi feita em cima de praças, transporte e arquitetura. Mockus e Peñalosa em Bogotá e Fajardo em Medellin são três prefeitos que entenderam que cidade se faz com investiemento em espaços públicos. Ajuda muito o fato de que na Colômbia todo grande projeto público deve ser objeto de concurso (alô IAB, esta luta é muito mais importante que sair do CREA). O resultado é uma quantidade enorme de obras de boa qualidade, queda na violência e uma cidade muito muito mais feliz com sí mesma. Isso tem sido divulgado por todo lado e o crescimento de Mockus numa eleição presidencial que parecia ganha pela direita só faz reafirmar esse compromisso com o espaço público.




we start to hear about Antanas Mockus from every side now. He much probablywill be Colombia next president, which makes me much happy not only for pushing the right-wing Uribe out but because his career was built with public squares, public transportation, public architecture. It is worth remembering that his succesful campaign started with the three mayors: himself, Peñalosa and Fajardo (from Medellin). It helps that in Colombia every large public project is subject to architectural competition. The rise of Mockus forces Colombia to change the subject, away from violence and drug wars; towards a commitment with public space.

Monday, May 3, 2010

nos menores frascos / in small packages

dizem que os melhores perfumes vêm nos menores frascos mas esta máxima andava meio esquecida em tempos de consumismo superlativo.


até que o incansável Abílio Guerra me vem com uma coleção genial de livrinhos. Pequenos por fora, enormes por dentro! Já devorei o livro do Ângelo Bucci a quem tenho a honra de ter por aqui a cada 2 semanas, e estou agora avançando nos textos fundamentais da história da arquitetura brasileira. Em dois pequenos frascos Abílio juntou 28 textos que antes estavam dispersos e nem sempre acessíveis, publicados em anais de congressos ou revistas de circulação reduzida.


ao Abílio meus agradecimentos e parabéns pela iniciativa,


aos leitores minha sugestão: corram a ler os pequenos grandes livros da série RG Bolso. Vale checar tambem o novo Vitruvius.



they say the best perfume come in small containers but such has not been the case in times of exaggerated consumerism. Then comes Abilio Guerra publishing a fantastic series of pocket books: small on the outside enormous on the inside. I have already read Angelo Bucci’s one and am now advancing towards the fundamental texts of Brazilian Modern Architecture. In two small volumes Abilio brought together 28 texts that were before scattered into conference proceedings or journals of restricted circulation.


to Abilio my thanks and congrats,


to the readers my suggestion: go get and read the small big books of RG Bolso series.

Monday, April 26, 2010

semana sangue-bom

acabei de voltar de uma semana intensa na qual viajei tanto e com tanta pressa que fiquei me sentindo um artista em turnê. Quarta-Feira em NY na Columbia University, apresentação de jovens arquitetos brasileiros, com Bruno Campos da BCMF, Celio Diniz da DDG e Eduardo Ferroni dos Cooperantes. Fantástica a energia da novíssima geração brasileira e boa a iniciativa de Columbia (Frampton estava na primeira fila e adorou ver os projetos nas favelas que fazem parte do portfolio de todos). Depois na quinta-feira visita a high line, genial parque elevado no west side, e final review do Studio Sangue-Bom de Keith Maseman e Raul Smith. No juri do estúdio estavam ainda Pedro Rivera, Washington Fajardo e Fernanda Lemos. O Rio brilhando em NY. Dai madruguei na sexta-feira para voar a Chicago e coordenar uma mesa sobre arquitetura latino americana que teve Paulo Venâncio (UFRJ), Hugo Mongragon (Catolica de Chile), Inez Zalduendo (Harvard) e Luis Castaneda (NYU), além do co-chair Luis Carranza (RWU). Assim que voltar a respirar conto aqui no parede algumas das estórias.



just got back from a intense week in which I felt like a touring artist. Wednesday in NY to watch Young Practices with BCMF, DDG and Cooperantes. Great energy from the newest Brazilian generation and great initiative from Columbia’s GSAPP. Frampton was in the first row and loved the favela projects that were showed by the three groups. Thursday visit to high-line and review of Studio Sangue-Bom by Keith Kaseman and Raul Smith. With me in the juri were Pedro Rivera, Washington Fajardo and Fernanda Lemos, Rio’s best in NY. Friday very early morning flight to Chicago to chair a session at SAH with Paulo Venâncio (UFRJ), Hugo Mongragon (Catolica de Chile), Inez Zalduendo (Harvard) e Luis Castaneda (NYU), besides my co-chair Luis Carranza (RWU). As soon as I can breathe again I will write some of the stories here.

Monday, April 5, 2010

lati2des, latitudes



dois dias de intensas conversas arquitetônicas advindas de todas as latitudes das Américas

two days of intense architectural conversations from all American latitudes


Tatiana Bilbao, Mexico City, Mexico
Javier Corvalan Espinola, Laboratorio de Arquitectura, Asuncion, Paraguay
Sebastian Irarrazaval, Sebastian Irarrazaval Arquitecto, Santiago, Chile
Vince James, Vincent James Associates Architects, Minneapolis, Minnesota
Jose Maria Saez Vaquero, Quito, Ecuador
Giancarlo Mazzanti Sierra, Giancarlo Mazzanti Arquitectos, Bogota, Colombia
Maryann Thompson, Maryann Thompson Architects, Cambridge, Massachusetts


plus Angelo Bucci, Carlos Jimenes and all UTSOA faculty in attendance



eu gastaria meses para cobrir tudo que foi debatido no restrito espaço deste blog, então deixo vocês com o melhor da festa: Saez Vaquero não apenas mostrou suas obras fantásticas, deu uma aula magistral sobre a gravidade e sua resposta arquitetônica: a estrutura. Meus aplausos hoje vão para ele em Quito.


I would need many months to cover everything we talked about in this restricted blog space, but let me introduce you to what I think was the very best: SaezVaquero not only showed his amazing works, he delivered a lecture about gravity and its architectural response: structure. Hats off to him today, go check it out.

Monday, March 1, 2010

walls

na semana passada a escola de direito aqui do Texas promoveu um seminário interessantíssimo sobre “walls”. Vale perceber que em inglês o termo serve para parede, muro, cerca, além de ser usado metaforicamente para significar tudo que nos divide e separa.


pois entre tantas apresentações fascinantes que discutiam desde as favelas até a política de imigração da união européia, passando claro pelas fronteiras EUA-México e Israel-Palestina, uma pergunta maior se desenhou:


parece que concordamos que as paredes em torno de uma família são extremamente necessárias, mas que qualquer parede em torno de um grupo maior é problemática. Em algum ponto na modernidade entendemos que a célula familiar tem direito absoluto a privacidade mas qualquer outra associação não. Se assim for, como lidar com grupos em que a noção de família implica um grupo maior que pais e filhos, ou com associações que se vêem como famílias estendidas.


em resumo, como saber quando as paredes estão protegendo ou quando estão excluindo?



last week the Law School here in Texas promoted a very interesting seminar on “walls”, meaning everything that divides us. Among many fascinating presentations that run from the favelas to the EU immigration policy, from US-Mexico to Israel-Palestine, one major question emerged:


we tend to agree that walls around a family are needed but any wall around a larger group is problematic. Somewhere on modernity’s course we understood that a family cell has absolute rights to privacy but other associations do not. If that’s the case, how should we deal with groups in which the idea of family goes beyond parents and children, or associations that see themselves as a extended family?


in summary, how can we know when a wall is protecting and when it is excluding?

Monday, February 8, 2010

preservação histérica / histeric preservation



a semana foi intensa aqui na UTSOA, com as palestras de James Holston na segunda e Jorge Otero Pailos na quarta. Entre tantas questões interessantes abordadas destaco o tema da preservação que de certa forma foi o tema central de ambas.


Holston falou bastante sobre Oscar Niemeyer, fazendo uma leitura antropológica que celebra o Copam e destrói o Memorial da América Latina, crítica justa na minha opinião. Eu mesmo já escrevi várias vezes aqui no Parede que Niemeyer vem destruindo sua própria obra desde os anos 80 com uma sucessão de projetos horríveis cujo ponto de partida foi o triste Memorial do Quercia. Mas foi ao falar do tombamento de Brasília que Holston se destacou. A idéia de congelar uma cidade inteira (ou a parte nobre dela) trai o espírito original de Brasília, Segundo Holston, de um experimento urbano radical e projetado para o futuro. O Iphan, criado pelo mesmo Lucio Costa, teve como missão original preservar a qualquer custo um patrimônio colonial que estava caindo aos pedaços. O erro foi não deixar esta teoria de preservação evoluir. Tombou-se o conceito de preservação histérica.


e é aqui que entra o mais criativo e provocador estudioso contemporâneo da preservação: o espanhol Jorge Otero Pailos, professor em Columbia, NY e vice presidente do DOCOMOMO US. Jorge já começa criticando o “desejo de invisibilidade” dos preservacionistas, sugerindo que cada edifício merece uma intervenção criativa que se torna parte da evolução natural das estruturas. Sua provocante “ética da poeira” lembra que nem as pedras estão paradas no tempo, constantemente absorvendo e expelindo matéria.


na minha opinião este é o mais importante debate a respeito da nossa herança moderna. Ouro Preto já está perdida para um conceito arcaico de preservação pastiche. A mesma Ouro Preto onde Lucio Costa “colonizou” dezenas de edifícios neo-classicos. Resta lutar por uma preservação mais inteligente dos edifícios modernos, a verdadeira jóia da coroa do ambiente construído brasileiro.



the week was intense here at UTSOA with lectures by James Holston on Monday and Jorge Otero Pailos on Wednesday. Among many interesting questions raised I would highlight the issue of preservation that was to some extent the focus of both.


Holston talked a lot about Oscar Niemeyer, threading an anthropological critique that celebrates Copam and ridicules the Memorial of Latin America. Fair game in my opinion for I already wrote many times here that Niemeyer is destroying his own legacy since the 1980s with a succession of awful projects that started with the Memorial. But it was talking about the preservation of Brasilia that Holston hit the bull’s eye. The idea to freeze an entire city (or the best part of it) betrays the original spirit of Brasilia: a radical and audacious urban experiment launched towards the future according to Holston. The Iphan (Brazilian Institute of Conservation), created by the very same Lucio Costa back in 1937, had as original mission to preserve at any cost a colonial heritage that was falling to pieces. The mistake was to not allow this theory of preservation to evolve during the 20th century. The idea of histerical preservation preserved itself.


and it is here that the most creative and provoking contemporary scholar of preservation enters the scene: the Spaniard Jorge Otero Pailos, professor at Columbia, NY and vice president of DOCOMOMO US. Jorge starts by criticizing the “desire for invisibility” of most preservationists, arguing that each building deserves a creative intervention that will becomes part of the structure’s natural evolution. Its provocative “ethics of dust” reminds us that nor even stones are frozen in the time, constantly absorbing and expelling matter.


in my opinion this is the most important debate regarding our modern heritage. Ouro Preto (Brazilian 18th century larger city) is already lost to archaic pastiche preservation. The same Ouro Preto where Lucio Coast “colonized” dozens of neo-classic buildings. If there's any hope left it implies fighting for a more intelligent preservation of the Modern Movement buildings, the true jewel in the crown of the Brazilian built environment.

Monday, February 1, 2010

que es américa latina? / what is latin america?

este é o primeiro post do que pretende ser uma série mensal sobre arquitetura Latinoamericana, parte dos trabalhos do grupo LAMA aqui na Escola de Arquitetura da Universidade do Texas em Austin. E já começo questionando a própria idéia de América Latina.


o termo tem uma origem complicada e nenhuma precisão. Define o quê essa tal América Latina? Uma identidade linguística em torno das línguas latinas? Se assim fosse deveríamos incluir Quebec e excluir a Jamaica, por exemplo? Ou se trata de uma questão de herança cultural ibérica, o que incluiria a Florida, o Texas e a Califórnia, três dos quatro estados mais populosos dos EUA. Usado pela primeira vez por escritores da hispano-américa em meados do sec. XIX, o termo América Latina foi popularizado pela intelectualidade francesa no final do mesmo XIX, como que para afirmar a supremacia do pensamento francês vis-a-vis o expansionismo norte-americano.


mais recentemente, Walter Mignolo e Enrique Dussel seguiram o caminho aberto por Edmundo O’Gorman e questionaram a fundo esta “construção” de uma América Latina que as vezes ocorre de dentro para fora (MERCOSUL por exemplo) e as vezes se faz de fora para dentro (pensando aqui nos departamentos de estudos latinoamericanos espalhados pelas universidades da Europa e dos EUA).


acontece que apesar de artificial, o fato é que estas identidades se impõem e o Brasil é inclusive um exemplo interessante. Apesar de séculos de aproximações e/ou afastamentos, acredito que os Brasileiros hoje se identificam muito mais com seus vizinhos dentro do guarda-chuva da latinoamericanidade que com seus primos portugueses. É como se a potencialidade de uma identidade futura fosse mais forte que a pesada realidade do passado.


de qualquer forma, cabe concluir que para efeito do grupo LAMA interessa muito mais esta definição fluida e aberta de identidade como visão de futuro, onde cabem arquiteturas brasileiras, argentinas, peruanas, jamaicanas, quebecois, tejanas, ibéricas.... em resumo, uma identidade plural, latina & americana.





this is the first post of what I hope will be a monthly series on Latin American architecture, part of our LAMA group here at UT Austin School of Architecture. That said I will start by questioning the very idea of Latin America. What does it mean? What does it represent?


the term has a complicated origin and carries no precision. What defines Latin America? A linguistic identity? If thus we would have to include Quebec and exclude Jamaica, for instance. Or if it is a question of Iberian cultural inheritance, should we include Florida, Texas and California, three of the four more populated states of the US? Used for the first time by writers of Hispanic-America in the 1850s, the term Latin America was popularized by the French intellectuals in the end of the same 19th century as way to affirm the supremacy of French thought in face of North American expansionism.


more recently, Walter Mignolo and Enrique Dussel have followed the steps of Edmundo O'Gorman and questioned the “construction” of a Latin America that sometimes times happens from inside out (MERCOSUL for example) and other times is imposed from the outside (thinking here of the departments of Latin American studies so common in European and North American universities).


despite being an artificial construction those identities take hold and Brazil can be an interesting example. Discarding centuries of connections and disconnections, I believe that Brazilians today identify themselves much more with their neighbors under the umbrella of latinamericanidade then with its Portuguese cousins. It is as if the potentiality of a future identity is stronger than the weighed reality of the past.


in any case, I would like to conclude that regarding the LAMA group it is more fruitful to adopt the fluid and open definition of identity as a future vision, where we can fit architectures from Brazils, Argentinas, Perus, Jamaicas, Quebecs, Tejas, Iberias…. in summary, a plural, Latin & American identity.


ps: hoje é a abertura da Brasilia Lecture Series com James Holston