Saturday, March 17, 2012
paradigma do asfalto
Tuesday, September 20, 2011
ideias soltas na websfera
Tuesday, May 24, 2011
mudancas climaticas em formato grafico
Friday, April 22, 2011
janela de oportunidades
Tuesday, March 15, 2011
a crueza do óleo
Thursday, February 24, 2011
Tuesday, January 18, 2011
a tragédia e algumas questões que não queremos responder
saturado pela discussão superficial e sensacionalista da mídia você neste parágrafo está pensando que este é mais um texto eco-chato sobre o modelo de ocupação das encostas, a política habitacional ou a incompetência do poder público.
nada disto. Como eu acabei de voltar de Cingapura, gasto hoje este espaço para refletir sobre os limites entre o poder de intervenção do estado e os direitos individuais.
uma das coisas que mais me assustou em Cingapura foram arquitetos e sociólogos, todos professores universitários com pós-graduação e experiência internacional, defendendo o modelo de democracia de Cingapura. Para quem não conhece, Cingapura tem partido único, imprensa controlada e um governo que regula e policia absolutamente tudo. Os casos mais famosos são os de chicotadas públicas por cuspir na rua ou multa por não dar descarga nos banheiros públicos. Numa outra conversa assuntos mais mundanos de arquitetura perguntei ao presidente do Instituto de Arquitetos de Cingapura se eles não tinham problemas de dilatação ao usar cerâmicas nas fachadas, caso típico de cidades tropicais como nós bem sabemos. A resposta dele: o código de obras especifica quais cerâmicas e quais argamassas podem ser usadas para cada tipo de edifício dependendo do tipo de estrutura, altura e exposição solar.
agora que nome damos a este tipo de relação público - privado? Capitalismo super-regulado? Fascismo pragmático? Exagero de zelo pelo bem comum? Mega big brother? Cingapura recebe tanta chuva quanto Manaus, 70% mais do que a media do sudeste brasileiro e o nível de planejamento é tanto que os arquitetos não estão nem um pouco preocupados com mortes decorrentes de enchentes e desabamentos. Estão preocupados em garantir que uma cerâmica 10x10 não despenque do 18o. andar.
a pergunta que andamos evitando no caso da tragédia da região serrana é que tipo relação com o estado nós queremos. Estamos dispostos a apoiar um estado que remova milhares de pessoas das regiões de risco e cobre impostos suficientes para prover infra-estrutura para estes mesmos milhares? Ou preferimos um estado que apenas policie e deixe para o mercado oferecer habitação de qualidade. Neste caso, estamos dispostos a pagar um salário mínimo de R$ 1500.00 que garanta a todos a possibilidade de pagar R$ 600.00 de prestação ou aluguel? Estamos dispostos a apoiar um estado (ou um CREA ou um CAU) que efetivamente fiscalize os afastamentos, áreas totais e taxas de permeabilidade?
nós que trabalhamos todo dia com a aprovação de edifícios e loteamentos estamos dispostos a defender as leis que os regulam diante dos clientes que perguntam se dá pra aprovar assim ou assado? Estamos dispostos a ir lá com a policia explicar os riscos da ocupação e exercer a interdição se necessário? Como, se não damos conta nem de explicar na reunião de condomínio que a varanda o pilotis não podem ser fechados com blindex.
o exemplo de Cingapura me parece sim extremo e autoritário, mas o nosso modelo de jeitinho para os amigos e leis para os inimigos está falido, enterrado debaixo de toneladas de lama em Ilha Grande, Angra, Teresópolis, Friburgo e onde mais chover. Estaremos dispostos a assumir responsabilidade coletiva por um modelo de espaço construído que não implique riscos de destruição em massa.
Tuesday, December 21, 2010
Public Architecture
aberto a todos, vale a pena conferir,
mais informacoes aqui
next June the Center for Sustainable Development here at UTSOA will offer a intensive course on Public Architecture. Open to all, you can read more here
Friday, December 10, 2010
o insustentável Libeskind
tem mais comentários lá do que todo o ano de 2010 aqui,
cadê vocês todos?
boas festas,
F.
Tuesday, November 16, 2010
exhibition in Austin

This week we had an exhibition at the AMoA (Austin Museum of Art) about design for low income communities, organized by Runa Workshop and AIA Austin. The work of our Informal Texas studio was selected to occupy an entire wall. We stopped the studio for a week and worked until 2am mounting the exhibition but it was very much worth it. More images here.
Thursday, October 21, 2010
Friday, October 15, 2010
blog action day

in support of this global initiative on water consider the following: remove 10 sq ft (1 sqm) of cement or asphalt and allow hundreds of gallons of water to be recharged
Monday, October 4, 2010
re-viewing informality
Convido a todos os interessados a submeter um artigo para juntar-se a discussão em Cambridge ano que vem.

Felipe Hernandez is organizing a fantastic conference next Februaty about Latin American informality. I will be there, gladly. Other speakers include Peter Kellet, Jorge Fiori, Julio Davila, Christien Klaufus
I would encourage everybody interested to submit a paper and join us in Cambridge next year.
Monday, September 27, 2010
old ideas die hard
semana passada estive em Rhode Island para uma palestra. Falei sobre as obras recentes em favelas da America Latina, projetos de Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (e equipe), Fernando Maculan e com muito orgulho do nosso projeto do grupo Horizontes para a pedreira Prado Lopes em BH.
mas assim que acabou a minha fala começaram aquelas perguntas velhas, dos anos 70, de que a arquitetura não tem muito a contribuir para um processo em que as pessoas constroem barracos com restos de material durante a noite, etc, etc etc....
e nem é tanta culpa dos colegas estrangeiros. A literatura parou ali mesmo. A idéia de uma favela consolidada, com Geladeira, TV a cabo, celular, videogame e tênis Nike ainda não entrou no imaginário da arquitetura. Muito menos a idéia de um mercado paralelo onde se compra, se vende, se aluga e se investe em habitação dita informal.
e assim se perpetua uma idéia antiga de que a formalidade e a informalidade são diametralmente opostas, enquanto que na verdade existe tanta formalidade na favela quanto informalidade no condomínio de luxo. São diferenças de grau, não de substancia. Enquanto não entendermos isto vamos continuar tendo pouco a contribuir.
last week I lectured in Rhode Island. talking about recent developments in Latin American favelas. I discussed Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (and team), Fernando Maculan, and proudly showed our (Horizontes) project for Prado Lopes, the most violent favela in Belo Horizonte.
but as soon as my talk ended the questions came as if from the 1970s. What should architecture contribute to a perverse poverty in which people build a shack from scavenged materials in the middle of the night, etc, etc, etc.
and I don’t blame my colleagues, the literature did stop there. The idea of a favela as a consolidated community with fridges, tvs, cell phones, videogames and Nike shoes has not yet penetrated the architectural imaginary. Much less the idea of a parallel market where one buys, sells, rents and invests in informal housing. This outdated perception reinforces the misleading idea that the formal and the informal parts of the city are diametrically opposed.
in reality, one can find many formalities in the favelas and find many informalities in gated communities. It is a matter of degree, not substance. We can’t really articulate a contribution unless we understand that.
Monday, September 20, 2010
sustentabilidade é passado?
Tuesday, August 31, 2010
vale o que está escrito
os elogios são todos exageros dela, as incongruências são culpa minha.
Saturday, August 14, 2010
obrigado / thanks
aos amigos do Rio, Recife e João Pessoa o meu agradecimento pela recepção, pelas conversas e por todas as idéias que agora trago pra pensar. Volto pra Austin esta semana e enquanto textos maiores não aparecem aqui no parede convido a todos para ir acompanhando atualizações mais frequentes no facebook aqui.
até volta,
obrigado,
Fernando
Monday, August 2, 2010
disseminando a disseminação
esta semana inicio uma maratona de palestras e aproveito para convidar a todos os leitores do parede
dia 4, quarta-feira, 14hs, na PUC-Minas (programa de pós graduação em tratamento da informação especial
dia 6, sexta feira, 11hs, no PROARQ UFRJ (edifício da reitoria sala 445)
dia 9, segunda feira no final da manhã na UFPE – Recife
e no dia 10, terça-feira, na UFPB – João Pessoa, horário ainda a definir
até breve.
Tuesday, July 13, 2010
o porque das enchentes
O porquê das enchentes
Todo verão, a mesma coisa: chuva, inundações, desmoronamentos, desabrigados, mortes. Neste, que já entra no segundo mês, já foram mais de uma centena de mortos e milhares de desabrigados. Bilhões de reais, dinheiro público e privado, serão necessários para corrigir os danos materiais. Os números assustam, mas, na área chuvosa, que vai do Sul do México ao Norte da Argentina, temos o equivalente a um furacão Katrina todos os anos. Mais de mil mortos e mais de 100 mil desabrigados, todo ano. O fato é que por 500 anos lutamos contra a estação chuvosa na América Latina.
A causa? Importamos um padrão de urbanização dos nossos colonizadores ibéricos que é inviável no Brasil, onde a chuva anual varia de 1.000mm a 1.600mm. Em áreas populosas e urbanizadas, como o Sudeste brasileiro (80 milhões de habitantes), a chuva se concentra no verão, período em que chega a cair 300mm por mês e não é incomum 100mm em um único dia. Na região de Angra dos Reis, litoral fluminense, choveu mais de 400mm nos dois últimos dias de dezembro e no primeiro dia de janeiro. No entanto, nosso modelo de construção vem de lugares onde chove muito menos, e de forma regular: 400mm por ano em Madri; 500mm por ano em Lisboa. Aqueles terraços pavimentados de Sevilha ou de Lisboa são lindos e adequados para 50mm por mês, nunca para um lugar onde chove esta cota por hora.
As conversas sobre o tema sempre passam por aquilo que alguém deveria fazer. E esse alguém é sempre definido como o outro: o poder público, as autoridades, os da rua de cima. A expansão urbana desenfreada, a produção agrícola em larga escala: é importante perceber que a questão das enchentes urbanas passa tanto pelo poder público, pelas diretrizes de urbanização e gestão das águas, quanto por cada um de nós, em nossos pedacinhos de terra na cidade.
O manejo da água da chuva é público, mas a absorção residencial é um problema doméstico, privado. Com todos os quintais impermeabilizados, a municipalidade passa a controlar 100% do volume de água, mas só dispõe de 25% da área da cidade para tanto. Cada vez que chove 100mm (e isso tem ocorrido frequentemente), um quarteirão médio (100m x 100m, ou 1 hectare) recebe 100 mil litros de água. Se fôssemos segurar todo esse volume num piscinão, seria necessário um lote de 12mx30m, com profundidade de três metros – isso para cada quarteirão.
Para resolvermos parte do problema das enchentes urbanas, temos que entender que a questão da permeabilidade do solo é problema de todos; que precisamos promover uma mudança cultural: 1) na forma como o poder público trata o problema; 2) na forma como as pessoas se sentem envolvidas nele.
Em São Paulo, um volume gigantesco de água corre rapidamente para os vales dos rios Tietê e Pinheiros cada vez que chove forte. Em Belo Horizonte, os fundos de vale são inundados várias vezes ao ano, como ocorreu com a Avenida Tereza Cristina na noite do réveillon de 2008. Em Uberlândia, no Triângulo, a Avenida Rondon Pacheco vira um rio toda vez que chove mais de 50mm. Se parte dessa água tivesse sido absorvida ou pelo menos retardada por canteiros e áreas com pavimento permeável, a enchente poderia ter sido evitada. Cada metro quadrado de solo permeável devolve 1,6 mil litros por ano ao subsolo. Se cada lote urbano tivesse 10 metros quadrados de canteiros rebaixados, 80% da água da chuva anual seria retida e encharcaria devagar na terra, recarregando os lençóis freáticos e ajudando a manter a cidade mais fresca no dia seguinte, com o processo de evaporação.
Em junho de 2009, a Universidade de Michigan (EUA), em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e a PUC Minas, realizou um estudo para analisar a permeabilidade do solo no vale da Vila Acaba Mundo, constituída na bacia do córrego homônimo na capital mineira. Os cálculos feitos revelam conclusões assustadoras. À medida que a população de baixa renda vai melhorando de vida, as áreas intersticiais vão sendo pavimentadas, como o é na cidade formal. Isso ocorrendo, o volume de água que chega ao córrego será o dobro do atual e ela vai descer na metade do tempo, exatamente como ocorre em todas as avenidas localizadas em fundos de vale. Se não mudarmos essa lógica, a tragédia do réveillon em Angra dos Reis vai ser considerada pequena no futuro.
Tuesday, July 6, 2010
fulbright prof. visitante no Texas
A Comissão Fulbright (Fulbright) e a Universidade do Texas-Austin (UT-Austin) convidam professores e pesquisadores das áreas de ciências/políticas ambientais para apresentar proposta para bolsa de professor/pesquisador visitante na UT-Austin.
1 REQUISITOS PARA A CANDIDATURA
O candidato deverá comprovar:
· Ter concluído seu doutorado antes de 2006;
· Possuir nacionalidade brasileira e não possuir nacionalidade norte-americana;
· Ter 10 anos de experiência profissional qualificada na área de ciências/políticas com produção intelectual compatível;
· Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho nas atividades previstas; e
· Não receber bolsa ou benefício financeiro de outras agências ou entidades brasileiras para o mesmo objetivo.
O bolsista deverá apresentar uma proposta para ministrar um curso de 3h/semanais, para graduação avançada ou pos-graduação, em uma das seguintes áreas: sustentabilidade ambiental, relacionada aos direitos territoriais, mapeamento participativo, tecnologias GIS (Geographic Information System), uso da terra e dos recursos naturais, e mudança climática.
O compromiso formal do profesor visitante será realizar o curso, e o tempo restante poderá ser utilizado para desenvolver pesquisas em temas de sua área.
2 BENEFÍCIOS DA BOLSA
O programa prevê a concessão de uma bolsa, com as seguintes características:
· Manutenção mensal: US$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos dólares norte-americanos) por quatro meses, no valor total de: US$ 26.000,00 (vinte e seis mil dólares norte-americanos);
· Passagem aérea de ida e volta em classe econômica promocional;
· Seguro saúde;
· Auxílio moradia no valor de US$8.000,00 (oito mil dólares norte-americanos); e,
· Acesso às instalações e serviços da UT, tais como: escritório, internet, bibliotecas e demais meios necessários à efetiva consecução das atividades de ensino e /ou pesquisas previstas pelo bolsista.
A bolsa será concedia no período correspondente ao Spring term 2011 (janeiro a maio), de acordo com calendário da UT-Austin.
3 DOCUMENTOS PARA CANDIDATURA
O candidato deve submeter sua candidatura exclusivamente via internet, constando os seguintes documentos:
· Formulário de inscrição online, integralmente preenchido em inglês, disponível no https://apply.embark.com/student/fulbright/scholars/
· Plano de atividades e Syllabus do curso proposto;
· Três (3) cartas de recomendação em inglês, segundo instruções constantes do formulário de inscrição online; e
· Currículo resumido em inglês.
4 AVALIAÇÃO
A Fulbright e UT avaliarão as candidaturas e procederão à seleção do bolsista. Esse processo incluirá a avaliação do perfil acadêmico e profissional do candidato, o plano de atividades proposto e, eventualmente, uma entrevista em inglês. Será dada preferência aos candidatos com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos EUA.
5 CALENDÁRIO
· 31 de agosto de 2010: Data limite para submissão da candidatura via internet
· Até 30 de setembro de 2010: Divulgação do resultado
· Janeiro de 2011: Início das atividades na UT-Austin
6 COMUNICAÇÃO
Mais informações sobre o Programa Fulbright poderão ser obtidas:
Comissão Fulbright
SHIS – QI 9, Conjunto 17, lote L
71625-170 – Brasília, DF
Fone: (61) 3248-8603 / Fax: (61) 3248-8611
UTAustin@fulbright.org.br
www.fulbright.org.br

