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Thursday, March 15, 2012

teatro heredia




uma honra enorme estar aqui nesta sexta-feira abrindo o congresso da ACFA (Asociacion Colombiana de Facultades de Arquitectura) com Beatriz Colomina e Felipe Hernandez

Wednesday, November 9, 2011

rankings?

eu não costumo acreditar muito em rankings mas se eles dizem todo ano que a Escola de Arquitetura da Universidade do Texas é uma das melhores (número 2 este ano) dos EUA, alguma coisa certa a gente faz. Cheers!

Tuesday, September 20, 2011

ideias soltas na websfera

passeando ao léu pela internet não é que eu encontrei um texto meu do qual eu nem sabia que tinha sido publicado aqui.

Saturday, January 8, 2011

uma década de bons horizontes





lá se vão 10 anos. Em 2000 eu fiz um workshop com os alunos da PUC-Minas procurando maneiras alternativas de se pensar e desenhar o espaço público. A idéia era termos workshops de “aquecimento” todo ano, em agosto em Minas e em janeiro em Michigan, aproveitando que as ferias de uns coincidiam com o início do semestre do outro.


viramos o milênio e nenhum professor da PUC se interessou em vir a Michigan mas cinco bravos alunos enfrentaram a neve para participar do segundo workshop em Detroit. Luciana Thomaz, Pedro Doyle, Gabriel Veloso, Marcelo Palhares e Luiz Felipe de Farias enfrentaram temperaturas de 10 graus negativos (e também se divertiram na neve) para redesenhar a praça central da Lawrence Tech University, diante de um edifício novo projetado por Charles Gwathmey, o menos famoso dos New York Five.


até ai nada de mais, se não fosse o fato de que Marcelo, Gabriel e Luiz Felipe abriram um escritório: Horizontes, assim que se formaram. Hoje Horizontes é líder em arquitetura pública em Minas Gerais, com vários prêmios e projetos no currículo. Eu, que nas minhas andanças tive a chance de passar várias vezes pelo caminho deles, tenho o maior orgulho de fazer parte desta história.


que venham a próxima década!



Saturday, August 14, 2010

obrigado / thanks




aos amigos do Rio, Recife e João Pessoa o meu agradecimento pela recepção, pelas conversas e por todas as idéias que agora trago pra pensar. Volto pra Austin esta semana e enquanto textos maiores não aparecem aqui no parede convido a todos para ir acompanhando atualizações mais frequentes no facebook aqui.



até volta,
obrigado,

Fernando

Monday, August 2, 2010

disseminando a disseminação

esta semana inicio uma maratona de palestras e aproveito para convidar a todos os leitores do parede


dia 4, quarta-feira, 14hs, na PUC-Minas (programa de pós graduação em tratamento da informação especial


dia 6, sexta feira, 11hs, no PROARQ UFRJ (edifício da reitoria sala 445)


dia 9, segunda feira no final da manhã na UFPE – Recife


e no dia 10, terça-feira, na UFPB – João Pessoa, horário ainda a definir


até breve.

Tuesday, July 6, 2010

fulbright prof. visitante no Texas

BOLSA FULBRIGHT EM CIÊNCIAS E POLÍTICAS AMBIENTAIS NA UNIVERSIDADE DO TEXAS, AUSTIN

A Comissão Fulbright (Fulbright) e a Universidade do Texas-Austin (UT-Austin) convidam professores e pesquisadores das áreas de ciências/políticas ambientais para apresentar proposta para bolsa de professor/pesquisador visitante na UT-Austin.


1 REQUISITOS PARA A CANDIDATURA
O candidato deverá comprovar:
· Ter concluído seu doutorado antes de 2006;
· Possuir nacionalidade brasileira e não possuir nacionalidade norte-americana;
· Ter 10 anos de experiência profissional qualificada na área de ciências/políticas com produção intelectual compatível;
· Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho nas atividades previstas; e
· Não receber bolsa ou benefício financeiro de outras agências ou entidades brasileiras para o mesmo objetivo.

O bolsista deverá apresentar uma proposta para ministrar um curso de 3h/semanais, para graduação avançada ou pos-graduação, em uma das seguintes áreas: sustentabilidade ambiental, relacionada aos direitos territoriais, mapeamento participativo, tecnologias GIS (Geographic Information System), uso da terra e dos recursos naturais, e mudança climática.

O compromiso formal do profesor visitante será realizar o curso, e o tempo restante poderá ser utilizado para desenvolver pesquisas em temas de sua área.

2 BENEFÍCIOS DA BOLSA
O programa prevê a concessão de uma bolsa, com as seguintes características:
· Manutenção mensal: US$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos dólares norte-americanos) por quatro meses, no valor total de: US$ 26.000,00 (vinte e seis mil dólares norte-americanos);
· Passagem aérea de ida e volta em classe econômica promocional;
· Seguro saúde;
· Auxílio moradia no valor de US$8.000,00 (oito mil dólares norte-americanos); e,
· Acesso às instalações e serviços da UT, tais como: escritório, internet, bibliotecas e demais meios necessários à efetiva consecução das atividades de ensino e /ou pesquisas previstas pelo bolsista.

A bolsa será concedia no período correspondente ao Spring term 2011 (janeiro a maio), de acordo com calendário da UT-Austin.

3 DOCUMENTOS PARA CANDIDATURA
O candidato deve submeter sua candidatura exclusivamente via internet, constando os seguintes documentos:
· Formulário de inscrição online, integralmente preenchido em inglês, disponível no https://apply.embark.com/student/fulbright/scholars/
· Plano de atividades e Syllabus do curso proposto;
· Três (3) cartas de recomendação em inglês, segundo instruções constantes do formulário de inscrição online; e
· Currículo resumido em inglês.

4 AVALIAÇÃO
A Fulbright e UT avaliarão as candidaturas e procederão à seleção do bolsista. Esse processo incluirá a avaliação do perfil acadêmico e profissional do candidato, o plano de atividades proposto e, eventualmente, uma entrevista em inglês. Será dada preferência aos candidatos com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos EUA.

5 CALENDÁRIO
· 31 de agosto de 2010: Data limite para submissão da candidatura via internet
· Até 30 de setembro de 2010: Divulgação do resultado
· Janeiro de 2011: Início das atividades na UT-Austin

6 COMUNICAÇÃO

Mais informações sobre o Programa Fulbright poderão ser obtidas:
Comissão Fulbright
SHIS – QI 9, Conjunto 17, lote L
71625-170 – Brasília, DF
Fone: (61) 3248-8603 / Fax: (61) 3248-8611
UTAustin@fulbright.org.br
www.fulbright.org.br

Thursday, July 1, 2010

sobre a gravidade




aos meus 38 leitores de Brasilia, nesta quinta-feira estarei falando sobre arquitetura latino-americana na UnB, as 16hs, com direito a cerveja no beirute depois.


saiam da virtualidade e apareçam

Tuesday, May 25, 2010

detroit workshop

a semana passada foi intensa com o workshop em Detroit, discussoes sobre pesquisa e depois as cerimonias de formatura. Deixo voces com um link para o trabalho feito em Detroit, o prazer dos alunos em construir algo com as proprias maos gerando potencial para interferir diretamente no espaco da cidade. Ver mais aqui.

last week was intense with the Detroit Workshop, research seminars and graduation ceremonies. I will show you a bit of our work in Detroit, the pleasure of building something with your own hands and the potential to go transform the city. More here

Monday, May 3, 2010

nos menores frascos / in small packages

dizem que os melhores perfumes vêm nos menores frascos mas esta máxima andava meio esquecida em tempos de consumismo superlativo.


até que o incansável Abílio Guerra me vem com uma coleção genial de livrinhos. Pequenos por fora, enormes por dentro! Já devorei o livro do Ângelo Bucci a quem tenho a honra de ter por aqui a cada 2 semanas, e estou agora avançando nos textos fundamentais da história da arquitetura brasileira. Em dois pequenos frascos Abílio juntou 28 textos que antes estavam dispersos e nem sempre acessíveis, publicados em anais de congressos ou revistas de circulação reduzida.


ao Abílio meus agradecimentos e parabéns pela iniciativa,


aos leitores minha sugestão: corram a ler os pequenos grandes livros da série RG Bolso. Vale checar tambem o novo Vitruvius.



they say the best perfume come in small containers but such has not been the case in times of exaggerated consumerism. Then comes Abilio Guerra publishing a fantastic series of pocket books: small on the outside enormous on the inside. I have already read Angelo Bucci’s one and am now advancing towards the fundamental texts of Brazilian Modern Architecture. In two small volumes Abilio brought together 28 texts that were before scattered into conference proceedings or journals of restricted circulation.


to Abilio my thanks and congrats,


to the readers my suggestion: go get and read the small big books of RG Bolso series.

Monday, March 1, 2010

walls

na semana passada a escola de direito aqui do Texas promoveu um seminário interessantíssimo sobre “walls”. Vale perceber que em inglês o termo serve para parede, muro, cerca, além de ser usado metaforicamente para significar tudo que nos divide e separa.


pois entre tantas apresentações fascinantes que discutiam desde as favelas até a política de imigração da união européia, passando claro pelas fronteiras EUA-México e Israel-Palestina, uma pergunta maior se desenhou:


parece que concordamos que as paredes em torno de uma família são extremamente necessárias, mas que qualquer parede em torno de um grupo maior é problemática. Em algum ponto na modernidade entendemos que a célula familiar tem direito absoluto a privacidade mas qualquer outra associação não. Se assim for, como lidar com grupos em que a noção de família implica um grupo maior que pais e filhos, ou com associações que se vêem como famílias estendidas.


em resumo, como saber quando as paredes estão protegendo ou quando estão excluindo?



last week the Law School here in Texas promoted a very interesting seminar on “walls”, meaning everything that divides us. Among many fascinating presentations that run from the favelas to the EU immigration policy, from US-Mexico to Israel-Palestine, one major question emerged:


we tend to agree that walls around a family are needed but any wall around a larger group is problematic. Somewhere on modernity’s course we understood that a family cell has absolute rights to privacy but other associations do not. If that’s the case, how should we deal with groups in which the idea of family goes beyond parents and children, or associations that see themselves as a extended family?


in summary, how can we know when a wall is protecting and when it is excluding?

Monday, November 16, 2009

raquel rolnik

na mesma semana em que alunos brutamontes de uma universidade desastrada trouxeram a tona o direito das mulheres de fazer da vida delas o que bem entender, a colega juliana m. puxou minha orelha, e com razão.


depois de escrever 3 posts sobre a invisibilidade das mulheres arquitetas eu organizei uma exposição de arquitetura mineira na coréia e lá constavam apenas 2 moças entre 14 rapazes.


o problema é sério. O trabalho das mulheres tende a ser invisível e é preciso esforço para mudar esse quadro. No meu caso, deliberadamente tentei encontrar obras projetadas por mulheres em Minas e discutí várias vezes, comigo mesmo e com colegas, se cromossomos XX ou XY era critério válido para a seleção.


acho que dá pra concordar que da mesma forma que é absurdo excluir por causa do gênero também não se justifica escolher alguém pelo mesmo motivo apenas. Mas como nas boas políticas de inclusão, é importante estar atento para a questão, no nosso caso buscar dar visibilidade a mulheres arquitetas e seus trabalhos excepcionais.


então aqui vai minha contribuição nesse sentido. Não ví nada da grande mídia brasileira (o que comprova minha tese da invisibilidade) mas nas últimas semanas a Profa. Raquel Rolnik, da FAUUSP, esteve viajando pelos EUA como observadora da ONU, com a missão de entender o problema habitacional deste que é o país mais rico do planeta. As conclusões (bem como a hostilidade de parte da imprensa Americana) são estarrecedoras.


vale seguir aqui, aqui e aqui o fantastico trabalho da Profa. Rolnik que merece toda visibilidade possível.




in the same week when hooligans in a second-rate university in São Paulo brought to the forefront the old issue of women’s right to do whatever they want with their bodies my blog colleague Juliana M blasted me, and for a reason.


after writing 3 posts on the invisibility of women architects I organized an exhibition of Brazilian architecture in Korea with only 2 young women and 14 men consisted. The issue is serious to me and if the work of women tend to be invisible we need to make an extra effort to change this picture. In this case I deliberately tried to find exemplary designs by women architects of Minas Gerais and discussed with others if chromosomes XX or XY were valid criterion for the selection. I think we can agree that in the same way that is nonsense to exclude somebody because of gender it is also not the best idea to choose someone for gender reasons only.


but as in the best affirmative action polocies it is important to be aware of the issue, in our case to make visibility the fantastic work of many women architects.


so here is my contribution in this direction: the big Brazilian media did not report but in the last 3 weeks Prof. Raquel Rolnik from the University of São Paulo School of Architecture was travelling around the U.S.A. as observer to the UN, to report on the striking housing troubles of the richest society in our planet.


the conclusions (as well as the hostility of part of the American press) are scary.


one can check here, here and here the fantastic work of the Prof. Rolnik that deserves as much visibility as possible.

Tuesday, October 20, 2009

perdas e ganhos



foi uma maratona, mais de 24 horas em aviões para 60 em terra, mas valeu a pena. O IV seminário Projetar organizado pela Ruth Verde Zein na Mackenzie foi um tremendo sucesso. Criado em Natal, RN, em 2003 sob a liderança de Sonia Marques o Projetar chega a sua 4a. edição consolidando-se como forum de discussão do ensino e da prática do projeto de arquitetura e urbanismo no Brasil. Se a pesquisa e a pós-graduação em AU comecaram pelas beiradas, ou seja, pela sociologia, pela história e pela tecnologia, o Projetar e sua meia irmã ANPARQ marcam a definição de um eixo central da disciplina. Afinal de contas, o que define a arquitetura é sua capacidade propositiva, projetiva.


por isso fiquei tão feliz com o convite da Ruth e adorei ter estado em São Paulo (com tantos amigos queridos) nesses três intensos dias.


mas não posso deixar de anotar aqui que enquanto eu voava de volta pro Texas uma parte significativa do que de melhor o Brasil criou nos anos 60 e 70 queimava no Rio de Janeiro. O acervo de Hélio Oiticica, abrigado na casa da família, virou fumaça. Ainda estou digerindo a dimensão da perda e revendo as várias disputas em torno da obra do artista, mas dá pra começar a entender que uma mistura de ganância de descaso já fazia desta uma tragédia anunciada.


vale ler aqui e aqui



it was a marathon, more than 24 hours in airplanes for 60 on land, but it was worth it. The IV Projetar congress organized by Ruth Verde Zein at Mackenzie University was a tremendous success. Created in Natal, RN, in 2003, under the leadership of Sonia Marques, the Projetar Congress reaches its 4th edition consolidated as a forum for discussing design in Brazil.


if the research in architecture started from the periphery, that is: sociology, history and technology, the Projetar Congress and its half sister ANPARQ mark the definition of a central axis for the discipline. Besides, what defines architecture is its propositive capacity: the act of designing.


that’s why I was so happy with Ruth’s invitation and loved the chance to be in São Paulo (with many dear friends) during three intense days.


but I cannot avoid noting that while I was flying back to Texas a significant part of the best Brazilian art of the 1960s and 70s was burning in Rio De Janeiro. The archives of Helio Oiticica, stored in his family house, turned to smoke. I am still digesting the dimension of the loss and reading about the disputes around the control of his estate but it seems that a mix of indifference and greed made this one an announced (and surely avoidable) tragedy.

Monday, October 12, 2009

os ossos de Descartes / Descartes bones



o livro que ando lendo essa semana com grande entusiasmo se chama Descartes Bones e percorre a trajetória da separação entre religião e ciência seguindo a trilha dos ossos e das idéias de Rene Descartes depois de sua morte em 1650.


assim muito rapidamente, Descartes fundou a ciência moderna com seu método de questionar tudo que pudesse ser minimamente questionável. No final da corda estava a premissa inquestionável de que “eu existo”, o famoso cogito ergo sum.


acontece que a influência do pensamento deste homem dominou a ciência por séculos mas aos poucos vai sendo superada, principalmente no que tange à separação entre corpo e mente que hoje sabemos estarem intrinsicamente ligados.


fica aqui o meu pensamento cartesiano da semana: uma idéia pode existir na sua mente como abstração mas ela nao se concretiza no mundo real até que seja de alguma forma rabiscada. Uma separação mente/matéria que se mostra ainda verdadeira no ato de projetar.


e o fato de Descartes ter criado também a geometria analítca, pedra fundamental do processo de projeto desenvolvido pela academia francesa e usado por nós até hoje, me permite pensar os arquitetos (e todos os profissionais que tratam do desenho de objetos no espaço) como os últimos cartesianos.


e como amanhã voo para o Projetar em São Paulo estarei o resto da semana rodeado de alguns dos meus mais queridos amigos cartesianos




the book that I am reading this week with great enthusiasm is Descartes Bones in which the author tracks the separation between religion and science following the path of the bones and the ideas of Rene Descartes after his death in 1650.


superficially speaking, Descartes established modern science with his method of questioning absolutely everything. In the end of the rope it was the unquestioned premise that “I exist”, the classic cogito ergo sum.


the influence of his thoughts dominated science for centuries but is slowly vanishing. Especially in terms of the separation between body and mind that we know today to be intrinsically interdependent.


so my cartesian thought of the week is: an idea can exist in your mind as an abstraction but it does not materialize itself in the real world until it is sketched in some form. A separation mind/matter that still holds true in design.


the fact of Descartes also invented the analytical geometry, basic foundation of the design process developed by the French academy that we still use allows me to think of architects (and for that matter any design professional) as the last cartesians.


since tomorrow I will be flying to the Projetar conference in São Paulo I will spend the rest of the week with some of my dearest cartesian friends.

Monday, September 28, 2009

dan phillips



não é segredo para ninguém que as sustentabilidades (no plural, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade social) me interessam. Difícil é conjugar as duas fazendo arquitetura. Samuel Mockbee e Teddy Cruz são exemplares na sustentabilidade social mas nem tanto na ambiental. Os avanços tecnológicos que permitem a um edifício gastar menos energia são ainda caros e proibitivos para a população de baixa renda.

mas conjugando reciclagem com mão de obra barata e auto-construção um maluco aqui no Texas está provando que a difícil equação acima descrita pode ser resolvida. Dan Phillips constrói e vende para a população de baixa renda da região de Houston casas que custam cerca de 20, 30 mil dólares (a mais barata até hoje custou 18k), preço de um bom carro novo. Esse valor num financiamento tradicional de 30 anos daria mais ou menos 200 por mês de prestação. como ele faz isso? Recebendo doações de todo tipo de material antes que sejam jogados no lixo. Sabe aquelas pontas de madeira que não tem valor comercial? Os últimos metros quadrados de azulejo de uma remessa? Amostra grátis de carpete do ano passado? Tudo isso é usado de forma criativa e segundo o próprio Dan explicou em sua palestra aqui na semana passada ele só segue duas leis: o código de obras e a lei da gravidade, o resto ele inventa como quer.

as casas todas tem essa cara de “reino da fantasia” porque não se guiam por nenhum parâmetro estético pré-estabelecido, apenas o material disponível e a inventividade dos operários. Phillips diz que só paga salário mínimo (cerca de 1200 dólares aqui no Texas) de forma a manter baixo o custo das casas e manter o ambiente de aprendizado. Os trabalhadores deveriam poder arrumar um emprego melhor depois de alguns meses com Phillips.

funciona no Texas onde a mão de obra é bem barata,

funciona na escala de 2, 3 casas por ano.


mas será que não pode funcionar em outros lugares e em numa escala maior?

ps:veja o video encontrado por A.M. de odesproposito.



it is no secret that I am interested in sustainabilities (environmental and social sustainabilities). However is quite difficult to stitch them both together in architecture. Samuel Mockbee and Teddy Cruz are exemplary in the social side but not so much on the environment. And technological advances that allow a building to save energy are still expensive and out of reach of low income population.

but conjugating recycling with cheap labor and auto-construction someone in Texas is proving that the difficult equation mentioned above can be solved.

Dan Phillips builds and sells for low income folks around Houston houses that cost 20 to 30 thousand dollars (the cheapest to date was 18k), which with traditional 30 year mortdgage would be around 200 a month or less then most new cars. how does he do it? Receiving donations of all kinds of materials destined to landfills. Wood pieces, the last sqft of certain tiles, carpet samples. Everything is then used very creatively and according to Dan he only follows two laws: building codes and gravity besides which he does what he and the workers want.

the houses do look like story tales because they follow absolute no preset aesthetic parameter, only the material availability and the creativity of the laborers. Phillips says he pays minimum wage to keep cost low to keep the business as an apprentice workshop. Workers are encouraged to find a better job after some months with Phillips.

it works in Texas where the labor is cheap,


it works with 2, 3 houses per year.

but why can’t it work in other places and in on a larger scale?

Monday, September 21, 2009

alteridade e autoridade / alterity and authority

estive lendo Edward Said esta semana para o meu seminário de Arquitetura Latino-americana.


para quem não conhece Said é o autor do clássico Orientalismo onde ele discute o fato de que a Europa inventou a sí mesma usando a idéia de oriente como alteridade. No meio disso tudo está um projeto de desmontar as engrenagens da relação conhecimento-poder, usando Foucault como ferramenta para desafiar esses processos de autoridade.


no caso da arquitetura um texto como Orientalismo nos faz pensar nos processos correntes de alteridade e autoridade. Os exemplos mais próximos são o regionalismo crítico de Frampton ou a complexidade e contradição de Venturi, ambos textos absurdamente influentes onde uma série de escolhas (e exclusões) ajudou a definir a arquitetura dos últimos 30, 40 anos.


a literatura questionando Venturi e Frampton é extensa e devo voltar a ela em algum momento futuro. O que me interessa perguntar hoje é quais os processos de alteridade e autoridade que estão funcionando HOJE? Que identidades estão sendo formadas, em cima de que conceitos, servindo a que propósitos?





I have been reading Edward Said’s Orientalism this week for my seminar on Latin American architecture. For those who don’t know Orientalism is a classic where said discusses how Europe invented itself using the idea of the “orient” as alterity. In the middle of all that is the Foulcautian project of dismantling the knowledge-power cranks.


in the case of architecture a text like Orientalism makes us think in the current processes of authority and alterity. The closer examples are Frampton’s critical regionalism of Venturi’s complexity and contradiction, both tremendously influential texts whose choices (and exclusions) defined the architecture of the last 30, 40 years.


the literature questioning Venturi and Frampton is extensive and I might go back to it in the near future but what I want to ask today is which processes of alterity and authority are operating nowadays? Which identities are being constructed, based on which concepts and serving which goals?

Monday, September 14, 2009

desigualdade de gênero pela última vez - last post on gender inequality

andei escrevendo aqui no parede sobre desigualdade de gênero, sobre a importância de discutir isso com as alunas de arquitetura, que são não apenas maioria numérica como também invariavelmente melhores ultimamente.


como pai de duas meninas me preocupa muito observar que a sociedade (eu, você, nós todos) incentivamos os meninos a serem sempre vocais e visíveis e subliminarmente incentivamos as meninas a não serem tão vocais nem tão visíveis.


mas a julgar pela caixa de comentários desse blog que registrou 27 colocações masculinas contra 2 femininas nos últimos dois posts, há de se concluir que:


ou o assunto é absolutamente desinteressante para as leitoras do sexo feminino,


ou a conformidade é tanta que desestimula até comentários num blog menor.


de qualquer forma continuo inquieto



I have been writing here about gender inequality and the importance of discussing this with female students of architecture whom are not only the numerical majority but invariably the best in class lately.


as a father of two girls it worries me that society (me, you, we all) stimulates the boys to be always vocal and visible and subconsciously tells the girls to be not so vocal and not so visible.


but judging from the commentaries in this blog which registered 27 masculine entries and only 2 feminine ones in last the two weeks, I might conclude that:


the subject is absolutely uninteresting for the female readers


or the level of conformity is such that it discourages them from even commenting in a minor blog.


either way I am still uneasy

Monday, August 17, 2009

Brazil by Richard Williams

quem escreve quer ser lido. Num blog essa relação é mais imediata mas também é menos duradoura. Nos livros é algo mais perene. Na academia, tantas vezes tenho a impressão de que ninguém lê nada do que escrevemos. Por isso poucas alegrias da docência são maiores do que um colega do outro lado do mundo citar um trabalho seu. Maior ainda é o orgulho quando essa citação vem no último parágrafo da conclusão, ou seja, se refere ao argumento mais importante do livro todo.

foi assim que me senti ao ler o livro de Richard Williams sobre arquitetura brasileira. (Brazil, modern architectures in history, Londres: Reaction Books, 2009), parte de uma série sobre arquitetura moderna em que Diane Ghirardo escreveu sobre a Italia, Jean-Louis Cohen sobre a França, Liane Lefaivre sobre a Austria e Gwendolyn Wright sobre os EUA.

cito aqui parte da conclusão de Richard Williams a guisa de provocação para ver se os leitores do parede também comungam desta minha visão:

“como conclusão, vale notar a visão de um crítico brasileiro, Fernando Luiz Lara, sobre a volta da arquitetura brasileira ao discurso internacional (...) o renascimento é real e também marca uma mudança de interesse para além do eixo Rio-SP (...) mas, continua Lara, o Brasil ainda retém um caráter peculiar e basicamente periférico, quase sempre retratado como erótico, caótico ou exótico, mais uma curiosidade do que algo mais sério (WILLIAMS, 2009, p.261) ” tradução minha.


we write because we want somebody to read. In a blog this relationship is direct but also volatile. In books it is much more perennial. In academia, we so many times have the impression that nobody reads what we write and few joys of teaching are more intense than learning that another scholar from the other side of the planet cited your work. When the citation comes in the very last paragraph of the conclusion, ie, referring to the main argument of the book, one couldn’t be more proud.

that’s how I felt when reading Richard Williams book on Brazilian modern architecture. (London: Reaction Books, 2009), part of a series on modern architecture that also have Diane Ghirardo on Italy, Jean-Louis Cohen on France, Liane Lefaivre on Austria and Gwendolyn Wright on the USA.

here’s part of Williams conclusion as a provocation to check if the readers of “parede” will agree or not with me.

“by way of a conclusion, it is worth noting the views of a Brazilian critic, Fernando Luiz Lara, on the re-emergence of Brazilian architecture in international discourse (…) the revival is real, and it is also characterized by a marked shift of interest away from the traditional axis of Rio-SP (…) but, he continues, Brazil retains a peculiar, and ultimately peripheral character: the country is always cited in terms of the erotic, chaotic, exotic; the country is always a curiosity rather than something more serious (WILLIAMS, 2009, p.261) ”

Wednesday, August 5, 2009

obrigado / thanks

hoje é dia de agradecer várias pessoas que fizeram da minha viagem a Santa Catarina o fechamento com chave de ouro de mais uma temporada de inverno no Brasil.

na UFSC os colegas Ishida e Kós me proporcionaram conversas interessantísimas sobre várias questões arquitetônicas na intercessão dos nossos interesses. Torço para que o Solar Decathlon deles seja um enorme sucesso. O Ishida e a Alina ainda me carregaram pra cima e pra baixo e espero poder retribuir em breve e em dobro tudo que me proporcionaram.

agradeço também aos alunos que compareceram em peso numa palestra marcada para o início da manhã da primeira segunda-feira do semestre letivo. Em outras escolas isso seria certeza de auditório vazio mas não na UFSC o que me deixou duplamente feliz.
em Joinville agradeço principalmente a Kátia, coordenadora do curso da Sociesc, pela iniciativa desse convite e por ter me recebido com tanto carinho. Agradeço também aos colegas professores que compareceram de jaleco à palestra e me proporcionaram uma cena (e uma foto) que vão ter vida longa nas minhas conversas sobre o desafio de unir arte e ciência no ensino e na prática da arquitetura.

é a segunda vez que a Kátia me convence a viajar em datas que talvez não deveria fazê-lo e por isso o agradecimento mais importante vai para a Lê por segurar a barra em casa mais uma vez.

e por fim, depois de escrever vários posts reclamando eu agradeço ao pessoal da Gol em Curitiba cuja dedicação e empenho conseguiram reverter uma situação de nevoeiro, atraso e angústia.

provavelmente vou me ausentar por uns dias do blog nessa volta aos EUA e retomo as conversas na semana que vem da nossa nova casa em Austin.




today I need to thank many people that were responsible for turning my trip to Santa Catarina into the perfect closure for one more Brazilian season. At the Federal University of Santa Catarina I had fantastic conversations with Ishida and Kós about so many issues that interest us all. Hope their solar decathlon will be a huge success. Ishida and Alina also hauled me everywhere and I hope to be able to pay them back soon. I also thank the students that came to my talk early in the morning of the first Monday of the semester. In other schools that would be a recipe for empty lecture hall but not at UFSC.

in Joinville I want to thank Katia Lopes, the chair at Sociesc, for the idea of bringing me back to Santa Catarina. I also thank the faculty for coming to my lecture wearing their lab-coats and providing me an image that will live long in my lectures about the challenges of stitching art and science in architecture. It is the second time that Katia convinces me to travel when I probably shouldn’t so the most important thanks go to Leticia for covering me at home once again.

finally, after writing many posts outraged by diverse airlines, I want to thank Gol personnel at Curitiba for their dedication on turning around a situation of fog, delay and anguish.

I will most probably be away from the blog for a few days and resume next week from our new address in Austin.