Monday, September 27, 2010

old ideas die hard

semana passada estive em Rhode Island para uma palestra. Falei sobre as obras recentes em favelas da America Latina, projetos de Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (e equipe), Fernando Maculan e com muito orgulho do nosso projeto do grupo Horizontes para a pedreira Prado Lopes em BH.


mas assim que acabou a minha fala começaram aquelas perguntas velhas, dos anos 70, de que a arquitetura não tem muito a contribuir para um processo em que as pessoas constroem barracos com restos de material durante a noite, etc, etc etc....


e nem é tanta culpa dos colegas estrangeiros. A literatura parou ali mesmo. A idéia de uma favela consolidada, com Geladeira, TV a cabo, celular, videogame e tênis Nike ainda não entrou no imaginário da arquitetura. Muito menos a idéia de um mercado paralelo onde se compra, se vende, se aluga e se investe em habitação dita informal.


e assim se perpetua uma idéia antiga de que a formalidade e a informalidade são diametralmente opostas, enquanto que na verdade existe tanta formalidade na favela quanto informalidade no condomínio de luxo. São diferenças de grau, não de substancia. Enquanto não entendermos isto vamos continuar tendo pouco a contribuir.



last week I lectured in Rhode Island. talking about recent developments in Latin American favelas. I discussed Mazantti, Araveña, Fernandes, MMBB, Carlos Teixeira (and team), Fernando Maculan, and proudly showed our (Horizontes) project for Prado Lopes, the most violent favela in Belo Horizonte.


but as soon as my talk ended the questions came as if from the 1970s. What should architecture contribute to a perverse poverty in which people build a shack from scavenged materials in the middle of the night, etc, etc, etc.


and I don’t blame my colleagues, the literature did stop there. The idea of a favela as a consolidated community with fridges, tvs, cell phones, videogames and Nike shoes has not yet penetrated the architectural imaginary. Much less the idea of a parallel market where one buys, sells, rents and invests in informal housing. This outdated perception reinforces the misleading idea that the formal and the informal parts of the city are diametrically opposed.


in reality, one can find many formalities in the favelas and find many informalities in gated communities. It is a matter of degree, not substance. We can’t really articulate a contribution unless we understand that.

Monday, September 20, 2010

sustentabilidade é passado?

esta semana dou início a um desafio interessante, ser editor de sustentabilidade do portal Arqbacana. Cheguei a este assunto pela porta das enchentes e estou cada vez mais convencido da necessidade urgente de mudança de paradigma. Tanto que provoco que a sustentabilidade é coisa do passado. Leia mais aqui

Monday, September 13, 2010

passeio é pra pedestre

genial a iniciativa do Carlos Alberto Cândido de documentar todas as agressões e omissões tão frequentes no espaço público.

vale ver e contribuir aqui.

Monday, September 6, 2010

brasilianização de brasilia

fechando a série de palestras sobre os 50 anos de Brasilia que organizei aqui na Universidade do Texas (com Fred Holanda, James Holston, Ana Tostões e agora em setembro Fares El Dahdah), aqui vai o meu texto discutindo os últimos 50 anos da capital e sua importância para a nação.



closing the lecture series about the 50 years of Brasilia that I organized here at UT Austin, ( with Fred Holanda, James Holston, Ana Tostões now in September Fares El Dahdah)here's a text I wrote about the last 50 years of the capital and why it is so important for the nation

Tuesday, August 31, 2010

vale o que está escrito

enquanto a vida não entra nos eixos (o semestre começando aqui em Austin deixa tudo meio atrapalhado) eu deixo vocês com o texto da Ana Paula sobre minha palestra na UFRJ no inicio de agosto.

os elogios são todos exageros dela, as incongruências são culpa minha.

Sunday, August 22, 2010

is it still true?

acabei de chegar de volta a Austin e a rotina da universidade e encontro este interessante texto de um aluno interessado no design brasileiro com uma referência ao livro do Richard Williams e as minhas palavras citadas no final.

será que o Brasil ainda é caótico, exótico e erótico? Acho que cada vez menos


just got back in Austin and found this text by a MFA student (where?) referencing Richard Williams's book and my words. Is Brazil still chaotic, erotic and exotic? I think it is less and less each day.

Saturday, August 14, 2010

obrigado / thanks




aos amigos do Rio, Recife e João Pessoa o meu agradecimento pela recepção, pelas conversas e por todas as idéias que agora trago pra pensar. Volto pra Austin esta semana e enquanto textos maiores não aparecem aqui no parede convido a todos para ir acompanhando atualizações mais frequentes no facebook aqui.



até volta,
obrigado,

Fernando