Monday, July 21, 2008
escolas pra que?
a cidade eh simpaticissima, colleges medievais com mais densidade que o normal, ruas cheias de gente passeando a pe e de bicicleta e aquela contramao traicoeira (desculpem a falta do cedilha e dos acentos).
mas hoje a noite ja volto aos temas arquitetonicos com um debate bem ao gosto britanico:
Sir Peter Cook,Jeremy Till, Robert Adam,e Peter Buchanan discutindo se a Arquitetura estaria melhor com ou sem escolas de arquitetura.
adorei a provocacao e se der tempo ja reporto amanha como foi a conversa.
ps: eu nao dou sorte com Portugal mesmo. Desta vez fiquei so no aeroporto e achei que estava indo tudo bem ate chegar em Londres e perceber que minha mala ficou passeando em Lisboa.....
Thursday, July 10, 2008
férias
prometo dar mais notícias direto da conferência mas até lá vale a pena dar uma olhada no texto com as recomendações escrito quando da conferência de 1958.
da minha parte, vou estar fazendo uma provocação no seguinte sentido: o imperativo da sustentabilidade me parece ser a última chance de costurarmos pesquisa e projeto no ensino de arquitetura.
até breve,
Sunday, July 6, 2008
vende-se sapato apertado
no sábado de manhã lá fui eu na loja da Samello no Diamond Mall trocar um sapato que ganhei de aniversário e que infelizmente ficou um pouco apertado, eu sou daqueles que tem um pé as vezes 40, as vezes 41.
e logo pra me receber estava a placa acima: não trocamos mercadoria. Indignado, fui discorrendo sobre o desrespeito ao consumidor e principalmente ao código que rege as relações de consumo e a vendedora meio atordoada foi lá dentro e voltou com a seguinte pérola:
mesmo que o meu gerente autorize a troca nós não temos nada na loja com o número 41 que o Sr. precisa.
era o que faltava: uma loja da Samello que não tem nenhum, repito: NENHUM calçado de tamanho 41.
só me resta então vender o tal sapato apertado na internet.
alguém se interessa?
Monday, June 30, 2008
less is more again
“Dessau itself (...) had two distinctive features. One, as Karl Gröger indicated from the sausage-factory lookout, is that it is surrounded by protected national forest. The other is that it has no historic town center (80 percent of the city was destroyed in World War II) and thus no core. The plan, therefore, calls for demolishing underused sections of the city and weaving the nature on the periphery into the center: to create “urban islands set in a landscaped zone,” as Sonja Beeck, a Bauhaus planner, told me. “That will make the remaining urban areas denser and more alive.” The city has lost 25 percent of its population in recent years. “That means it is 25 percent too big,” Gröger said. “So far we have erased 2,500 flats from the map, and we have 8,000 more to go.” Beeck and Gröger walked with me through an area where a whole street had been turned into a grassy sward. Many residents were dubious at first, they told me, but as we walked, a woman recognized the government official and marched up to chat about when promised trees and flowers would be planted in front of her building”. NYTimes, 29 de junho de 2008
ruas se transformadas em jardins, viadutos desmontados, predios inteiros demolidos para trazer a natureza de volta enquanto as cidades encolhem de maneira planejada.
acho que vale a pena prestar atenção nisso.
Friday, June 27, 2008
ainda New York City

Guimaraes Rosa (cujo centenário se comemora hoje como bem lembrou o Marcão)escreveu o seguinte no Grande Sertão: “O senhor vê: existe cachoeira?; e pois? Mas cachoeira é barranco de chão, e água caindo por ele, retombando; o senhor consome essa água, ou desfaz o barranco, sobra cachoeira alguma?”
continuando nossa conversa sobre New York City, vale a pena ver este video da instalação que Olafur Eliasson e o Public Arts Fund acabam de inaugurar naquela cidade.
pois é Rosa, o homem fez não apenas uma mas quatro cachoeiras só com água, sem barranco.
viver é mesmo muito perigoso
Thursday, June 26, 2008
um parque a 10 metros do chão

eu até que me posicionei de forma um pouco cética afirmando que New York ainda era influente mas que outros modelos já em formação hão de se consolidar no futuro.
mas não é que hoje, olhando as imagens para o parque do high-line, fiquei admirado mesmo com a capacidade de New York City de se reinventar.
a cidade que já é um exemplo de densidade, diversidade e ênfase no transporte público de massa ganha agora um parque linear elevado, implantado em cima de uma linha férrea desativada.
o projeto do high-line foi objeto de um concurso ganho por Diller, Scofidio + Renfro em 2004 e está sendo implementado aos poucos. Quando completo, ligará 20 quarteirões no lado oeste de Manhattan. Mais informações aqui
e se existe uma tendência predominante neste início de século XXI é a implementação de parques e jardins em áreas residuais, gerando um novo layer de espaços peatonais sobrepostos ao tecido da cidade. No caso do high-line em New York isto se dá de maneira literal uma vez que os novos espaços públicos estão a cerca de 10 m do chão.
cá entre nós, enquanto o etanol der sobrevida ao transporte sobre rodas, que tal usarmos as nossas vias férreas abandonadas ou sub-utilizadas para cortar as cidades com novos parques e espaços públicos de lazer?
Monday, June 23, 2008
cadê os arquitetos e urbanistas?

imagem by studio teddy cruz
um artigo de Jim Lewis no New York Times de 8 de junho sobre a crise da habitação (principalmente a partir do problemas dos refugiados de toda natureza) é tão bom que merece ter alguns parágrafos citados aqui na íntegra, principalmente no que se refere à pergunta que dá título a este post.
Refugee crises are usually seen as a stark example of the more general problem of disaster relief, which is similarly urgent though in crucial ways different. (Hurricanes, earthquakes and the like are usually over quickly, the affected population remains near home and rebuilding can begin almost immediately.) But it may be more useful to see them in the context of the enormous new tide of urban migration, a trend that has created at least 26 cities worldwide with a population greater than 10 million.
This has created an ongoing housing emergency: megaslums, shantytowns, favelas, squatter’s colonies. There are 80,000 people living on top of a garbage dump in Manila; a population of indeterminate size — perhaps as many as a million — who sleep every night in the cemeteries of Cairo; homeless encampments in San Francisco, Atlanta and Houston; guest workers camped beside the towers of the Persian Gulf; migrant workers in the San Fernando Valley. They are all displaced people.
You may be asking where the architects are in all of this, the urbanists and city planners, the people who are trained to address this sort of thing. I asked, too, and it took me a while to find anyone.
There was a time when they were everywhere. Modernist architecture was created to be, among other things, a way of providing housing for the masses in buildings that were dignified, aesthetically pleasing, practical and inexpensive. The Bauhaus, at least under Walter Gropius, was committed to working-class housing, and Le Corbusier helped found the Congrès Internationaux d’Architecture Moderne to spread the notion of cities dotted with affordable residential towers across the world. The project failed, or perhaps it succeeded too well, in time degenerating into hideous and soulless apartment blocks. The emblem of that failure, the spectacular demolition of the Pruitt-Igoe housing projects in St. Louis in 1972, marks the end of Modernism as well as anything does
As the world’s population has grown and its disparities have become more evident, the needs Modernism addressed have become greater and more pressing, while most of our architecture continues to be built for the relatively well-off. Still, if you look hard enough, you can find a few strands of practice committed to housing the unhoused. There is a history and tradition that includes figures like Hassan Fathy, a Cairene architect who, starting in the 1930s, trained the poor of Egypt to build homes from mud bricks; Buckminster Fuller, with his geodesic domes; and Habitat for Humanity.
o texto inteiro pode (e deve) ser lido aqui no NYTimes.
