Saturday, January 1, 2011

dois pernambucanos




este blog parabeniza hoje estes dois pernambucanos da foto acima.


o de vermelho que todos conhecem acabou de fazer os melhor governo das últimas décadas, tirando milhões da pobreza, fazendo o país crescer e assumindo um papel muito mais importante no cenário mundial.


o outro, de terno, é Angelo Arruda, ex-presidente da Federação Nacional dos Arquitetos. No último dia de mandado (o lobby do CREA era tão forte quanto o de Berlusconi) o presidente Lula assinou a lei 12.378 que cria o CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo, uma demanda de 70 anos dos arquitetos.


Angelo sabe que a luta está apenas começando, que não basta ter uma entidade própria, é necessário ter um conselho muito melhor que o CREA. Mas o passo é significativo, a valorização da arquitetura e do urbanismo passa pela afirmação dos valores próprios, distintos dos valores da engenharia.


a sensação do dever cumprido de ambos os pernambucanos (guardadas as devidas proporções) serve agora de inspiração e suporte para novos desafios.


Feliz 2011

Tuesday, December 21, 2010

Public Architecture

no proximo mes de junho o Centro de Desenvolvimento Sustentavel aqui da Escola de Arquitetura de Texas at Austin vai promover um curso intensivo sobre Arquitetura Publica.

aberto a todos, vale a pena conferir,

mais informacoes aqui




next June the Center for Sustainable Development here at UTSOA will offer a intensive course on Public Architecture. Open to all, you can read more here

Wednesday, December 15, 2010

twittcam amanhã 16 dez

amanhã , quinta-feira, as 18:30 estarei falando sobre sustentabilidade no twittcam do ArqBacana, vou colocar o link aqui alguns minutos antes,
até lá,
Fernando

Friday, December 10, 2010

o insustentável Libeskind

texto novo no ArqBacana,
tem mais comentários lá do que todo o ano de 2010 aqui,
cadê vocês todos?

boas festas,

F.

Tuesday, November 16, 2010

exhibition in Austin

Esta semana tivemos uma exposição no Museu de Arte de Austin (AMoA) sobre projetos para comunidades de baixa renda, organizada pelo escritório Runa e pela AIA (American Institute of Architects) de Austin. O trabalho do meu studio "Informal Texas" que estuda um assentamento quasi-informal com 1500 pessoas aqui no Texas foi selecionado para abrigar uma parede inteira da exposição. Paramos o studio por uma semana e ficamos até as 2 da manhã montando a exposição mas valeu a pena. Mais imagens aqui.



This week we had an exhibition at the AMoA (Austin Museum of Art) about design for low income communities, organized by Runa Workshop and AIA Austin. The work of our Informal Texas studio was selected to occupy an entire wall. We stopped the studio for a week and worked until 2am mounting the exhibition but it was very much worth it. More images here.

Sunday, October 31, 2010

o lado podre da convergência

Eu devia estar feliz que hoje o Brasil está elegendo sua primeira mulher presidente, continuando, quem sabe de forma um pouco mais combativa, as políticas públicas que fizeram do governo Lula o melhor desde JK.


Devia estar feliz também porque a se confirmar a vitória de Dilma Rousseff, ela vem acompanhada da derrota da direita mais arcaica, de Joaquim Roriz e Cesar Maia, e principalmente do neo-carola José Serra.


Mas da mesma forma que 1956-61 foram os “anos dourados”, temo que muito em breve teremos saudade do otimismo dos anos-Lula. E digo isto como quem descobre um amargo lá no fundo depois de engolir o que parecia doce. Explicando melhor, há anos digo em minhas andanças que o Brasil e os EUA estão em trajetórias convergentes (idéia confirmada pela The Economist). As desigualdades seguem aumentando aqui no norte com a renda do trabalhador estagnada a décadas (os anos 00 ainda vão ser conhecidos com a década perdida dos EUA), enquanto o Brasil cresce, distribui e aumenta a qualidade de vida da maioria da sua população.


Mas esta mesma teoria da convergência (trocadilho aqui com a famosa teoria da dependência que o príncipe FHC fez questão de renegar) volta agora a se afirmar como uma vingança. O pior dos EUA se revelou este ano de forma viva e agressiva na eleição brasileira. A direita, sem proposta e sem projeto, incapaz agora de sustentar seus velhos argumentos de que o bolo deveria crescer primeiro (Lula entrará para a história como o líder que derrubou esta velha falácia), apela para o que há de mais arcaico na sociedade brasileira: a hipocrisia de uma religiosidade de fachada. Sim porque tirando os 6% de neo-pentescostais e uma parte pequena dos católicos carismáticos que levam as regras da igreja a sério, ninguém dá a mínima para o que dizem Ratzinger ou o bispo de Guarulhos.


Mas bastaram as palavras “aborto” e “casamento gay” serem colocadas para todos os preconceitos de gênero, de classe e de cor virem a tona disfarçados de cristianismo.


O Brasil que se revelou nestas eleições é um país recalcado. A agressividade que lí nas mensagens mal escritas da internet e a intolerância de certos diálogos semi-privados (mas também semi-públicos) das redes sociais apontam para uma polarização digna de republicanos versus democratas. Vale lembrar que nos EUA esta polarização já acontece a tanto tempo que cidades inteiras (Austin onde eu vivo é uma delas) são território de um ou outro grupo. Quem pensa diferente que se mude.


Devíamos estar discutindo propostas. Agora que temos orçamento para melhorar as cidade, qual seriam as ações? Como usar os recursos do pré-sal para desenvolver mais energias renováveis? Todas as crianças estão na escola, como melhorar agora a qualidade e evitar a evasão na pré-adolescência? A partir de que ponto o bolsa-família deve dar lugar a incentivos para geração de renda sustentáveis? Quais as propostas reais para a violência urbana? Como exercer liderança na América Latina sem se tornar o “império do sul”? Como evitar que o Atlético passe sufoco todo ano? (ta bom, eu sei, nem tudo tem solução)


O fato é que o direito da mulher de planejar sua vida reprodutiva é fato consumado, os padres que se virem pra adaptar sua igreja aos novos tempos ou continuar tendo que responder `a pergunta da minha filha quando tinha 5 anos ao ver uma missa na televisão: porque só tem velhinhos ali?


O mesmo vale para o casamento gay. Se a família é mesmo tão importante (e eu defendo que sim), qual o argumento contra estender esta possibilidade pra todos? Afinal de contas, tanto o aborto quanto o casamento são direitos. Quem não gostar que não os exerça.


Em resumo, no meio de tantos avanços dos últimos 8 anos esta eleição representa claramente um retrocesso no discurso. Importar esta conevrsa da direita religiosa norte americana foi a pior herança que o triste José Serra podia ter deixado. Lula saiu maior de cada eleição que perdeu. José Serra sai desta muito menor do que entrou.


Oxalá Dilma ainda guarde mineiridade suficiente para manter os avanços sem botar lenha nesta fogueira moralista, movida a hipocrisia como gosta a igreja desde a inquisição.

Thursday, October 21, 2010

o verde e a fé

texto novo no ARQ!Bacana sobre a explosiva mistura de religiosidade e ambientalismo