
salve o direito de fazer piada que nos salva da tragédia de nos levarmos demasiadamente a sério.


Kazuyo Sejima é uma das minhas arquitetas favoritas. Não só por ser uma das raras mulheres nesse clube do bolinha que é o star system arquitetônico, mas principalmente por demonstrar uma sensibilidade muito acima da média nos seus projetos.
o projeto do edifício de apartamentos em Gifu ( gifu kitagata apartments) é um raro exemplo em que a composição do morar coletivo foi repensada e reorganizada. No caso a circulação coletiva corre paralela a uma das fachadas enquanto a circulação interna do apartamento corre paralela a fachada oposta, gerando um espaço muito mais aproveitável ao mesmo tempo em que mantém a estrutura tradicional da sequência espacial e dos níveis de provacidade. Ver desenhos e plantas aqui.
seu primeiro edificio nos EUA, a sede do New Museum of Contemporary Art, fica no lado oeste de Manhattan, bem perto do lincoln tunnel que liga com New Jersey. Prometo visitar em dezembro quando for inaugurado e escrever mais, mas vale a pena ver esse video montado a partir de fotos da construção sobrepostas, tiradas a cada 10 minutos e comprimidas a 1/16 de segundo.


William McKibben acabou de dar uma palestra aqui em Michigan. Entre as idéias que mais me chamaram a atenção o autor de Deep Economy e idealizador do movimento Step it Up soltou a seguinte provocação:
desde 1956 uma pesquisa aqui nos EUA constata a cada ano que menos pessoas se dizem felizes, na exata proporção inversa do poder de compra ou do crescimento da economia. Tal tendência vale claro para indivíduos cuja renda percapita está acima de 12.000 dólares por ano, ou seja, acima da linha de pobreza.
segundo McKibben, isto se explicaria pela redução no número e na qualidade da interação entre as pessoas. Como o padrão suburbano norte-americano constrói casas cada vez maiores e mais distantes uma das outras (citando a última moda de 2 master bedrooms!!!), as pessoas têm cada vez menos contato com o outro.
claro que o argumento principal de McKibben é pelo aumento da densidade e mudança nos hábitos de consumo, mas não deixa de ser uma provocação bem interessante.
seríamos mais felizes quanto mais interagimos com os outros?